quinta-feira, dezembro 14, 2006
Flandres vs Bruxelas
A Bélgica apesar de ser um país por inteiro, é como estivesse dividido; de um lado estão os do norte, da zona da Flandres que falam flamengo, uma língua muito parcida com o holandês; do outro estão os do sul, que falam francês. Ambas as partes não morrem de amores uma pela outra, sendo normal sucederem- se a "troca de galhardetes" entre ambos.
Ora isto vem no contexto duma notícia,(ao jeito de Orson Welles), emitida ontem por um canal de televisão belga do sul que emite toda a sua programação em francês.
Era já de noite quando este canal, a RTBF, interronpeu um qualquer programa pa anunciar imagine- se a indepêndencia da Flandres(a parte norte) face á Bélgica como país unificado!
Mas, a missa ainda vai a metade, pois tudo não passou de uma brincadeira, que segundo um porta- voz desta estação queria "pôr na praça pública o debate que anima todos os belgas", este mesmo porta- voz diz ainda que "as pessoas acreditaram e quando lhe explicamos que era ficção, algumas diziam que é um escândalo, outras ficaram tristes, outras contentes".
Esta situação é no mínimo caricata e insólita, e espero sinceramente que não tenha versão Portuguesa.
quarta-feira, dezembro 13, 2006
Estado de Insegurança



"Eu, Carolina"
Pessoalmente nunca tive grande apreço pela senhora Carolina Salgado e desde a publicação do seu último livro, muito menos.Esta obra literária recentemente publicada e da sua autoria, que dá pelo nome de “Eu, Carolina”, revela o seu carácter e má pessoa.
Porquê só agora estas revelações, acusações, estes arrependimentos?
Porque deixou de estar protegida pelo senhor Jorge Nuno, como gosta de chamar ao Presidente do Futebol Clube do Porto. Assim que o senhor Jorge Nuno a despachou a excelentíssima senhora resolveu vingar- se contando tudo o que sabe, ou pelo menos é o que se pensa.
Na minha opinião estas acusações são apenas uma busca de protagonismo, mesmo sendo reais e verídicas. Agora que o começava a perder resolveu arranjar uma forma de voltar á ribalta, desta vez como coitadinha, abandonada e rejeitada, ao mesmo tempo que resolve fazer declarações bombásticas implicando o seu ex- companheiro.
A atitude desta senhora é tão condenável como a do senhor Jorge Nuno Pinto da Costa, mas não nos desviemos.
Este senhora que vá Bardamerda(peço desculpa o termo, mas é assim mesmo)! Se quisesse ajudar o Ministério Público, Procuradoria Geral da República já para não falar na transparência do futebol português, que tivesse denunciado os comportamentos, encontros e conversas do Senhor Jorge Nuno, enquanto era altura, e não, vir passados 3 meses desde o fim do seu relacionamento, seis anos ao todo, contar pormenores sórdidos da sua vida em conjunto bem como as práticas do excelentíssimo presidente do F.C.P com vista a obter vitórias para este mesmo clube.
Como se pode acreditar no seu arrependimento quando esta senhora diz que o caso Apito Dourado estragou a sua relação?
Imaginemos que não tinha existido o processo “Apito Dourado” e chegamos á conclusão que esta senhora iria continuar a trabalhar a mando de tal personagem, pois o senhor Jorge Nuno não é merecedor de outro adjectivo que o caracterize, excluindo o de aldrabão, canalha, sacana, entre outros sinónimos existentes no léxico português.
Mas o senhor Jorge Nuno já foi retratado neste blog e o que está aqui em causa é a senhora Carolina Salgado.
Esta senhora que faça o que fizer nunca me fará mudar a opinião que tenho sobre ela, que espero muito sinceramente que seja partilhada pela maioria dos portugueses, pois pela totalidade sei que não é.
A excelentíssima senhora que não atire areia para os nossos olhos, pois ela é suspeita de ser a causadora de 3 incêndios, á casa do senhor Jorge Nuno, ao carro do senhor Nuno Santos(amigo e testemunha de Jorge Nuno em vários processos), e Lourenço Pinto que tem em mãos vários processos de Jorge Nuno.
Com este post, não estou a por em causa a veracidade das acusações referidas no livro, pois nelas acredito plenamente, mas sim na real motivação que levou a referida senhora a fazê- las, a altura em que as faz, e a forma como as faz, pois não tenho dúvida que está na senda do protagonismo.
E se assim não fosse, porquê este livro (que encaro como uma forma de ganhar dinheiro), e não uma carta para as entidades competentes expondo todas as acusações que faz no livro? Poupando- nos a sua vida privada com e sem a presença do senhor Jorge Nuno e todos os outros pormenores desinteressantes nele contidos. Por que não um pedido de desculpa a todos os portugueses que (ainda) acreditavam na transparência do futebol português, e também aos que não acreditavam, pois foi a factos como os agora revelados que deixaram de acreditar.
terça-feira, dezembro 12, 2006
"Eu carolina" Eu a vítima...

Efectivamente entre Carolina Salgado e uma certa socióloga da nossa praça, que prefiro não mencionar pelo nome (Maria filomena Mónica), não há absolutamente nenhuma diferença! São ambas "alegadas escritoras", que têm prazer em polvorizar a opinião pública com as suas histórias sórdidas sob a sua vida intíma e privada, histórias essas muitas vezes de cariz sexual. Não digo que Pinto da Costa seja um santo e Carolina não devesse ter divulgado o que divulgou, digo apenas que não o deveria ter feito da maneira que o fez. Há lugares e instituições próprias, para uma pessoa que se pretende de respeito e digna, fazer as queixas criminais ou as denúncias que tem de fazer. Esses lugares, não são certamente livros públicados e lançados na praça pública.
A socióloga disse uma vez: "Há um padre em lisboa (referindo-se ao Padre João Seabra), que é um perigo para a democracia...". Pois bem eu digo - Há uma socióloga pseudo-escritora em Lisboa, que é um atentado a qualquer réstia de decência, dignidade e moral que os portugueses ainda possam ter. Além de já ter dormido com sabe-se lá quantos homens, tem o descaramento de espallhar pelos quatro quantos todos os promenores das suas experiências entre os lençois. Po amor de Deus! Ninguém decente ou culto quer comprar um livro, para saber dessas aventuras. É tão meretriz quem vende o corpo directamente, como quem conta a troco de dinheiro as suas voltazecas.
Está na altura de em Portugal, se voltar a fazer uma distinção entre o que é para se contar, e o que se deve manter (até para nosso próprio bem) na esfera privada da nossa vida íntima! É por estas e por outras, que às vezes dou por mim a desejar que volte a censura e ponha um pouco de senso na cabeça oca, de quem não o tem. Porque é que têm a mania de porem os monstros a arrastarem-se pelo chão?

Subsídios Desportivos

Este corte feito a Carlos Lopes e a outros atletas como Aurora Cunha e António Leitão, é no dizer do Líder do Desporto de Portugal (Luís Sardinha), fruto de “um enquadramento no âmbito da prestação de serviços, pois existem vários pedidos de outros atletas para este apoio e por isso vamos analisar todos e criar novos critérios, procurando uma prestação de serviços mais activa e robusta.”
Ao proferir estas palavras Luís Sardinha disse também que “o que estava em causa não era o reconhecimento por tudo o que estes atletas fizeram pelo desporto nacional.”
Em Portugal existe a crença que tem de haver sempre subsídios para qualquer situação, seja ela uma desgraça, ou um feito, há sempre alguém que tem de ser apoiado e ajudado, mas acontece que estes casos são excepções.
Todos os atletas referidos trouxeram ao desporto e á promoção de Portugal muito mais que alguns Primeiros- Ministros, ou Presidentes da República, e os subsídios ou pensões destes últimos nunca foram postos em causa.
Carlos Lopes, por exemplo, tem uma fundação onde apoia jovens carenciados e organiza iniciativas de louvar como a “Carlos Lopes Golden Marathon”.
Penso que mesmo que os critérios sejam mudados, eles não podem excluir tudo o que estes atletas fizeram ao país, talvez eles (critérios) precisem mesmo de ser mudados, mas não excluam estes atletas, pois eles são exemplos para gerações inteiras, são dos que mais deram ao país, e sempre mostraram orgulho em ser Português, sempre se mostraram prontos para vestir a camisola Portuguesa, pois era neles que estava um país inteiro, ansioso por mostrar que não tem nada a dever a outros.
Proponho que se deixe de apoiar estes atletas apenas na condição de investir ainda mais na promoção de várias iniciativas desportivas junto de toda a população Portuguesa, não só o atletismo mas também outras modalidades.
segunda-feira, dezembro 11, 2006
"Salas" de Chuto

Contudo o âmago desta questão, e a razão pela qual não concordo com a criação legal destes antros é simplesmente, a hipócrisia que se entranhou indelavelmente no nosso sistema judicial com a introdução desta e doutras medidas. Então é normal, que um país que criminaliza a compra e venda de droga (vulgo tráfico), banalize desta maneiro o seu mesmo consumo? Não será talvez incoerente no mínimo esta posição? Como acha o governo que um "agarrado" ou "carocho", ou até mesmo aquele consumidor ocasional, arranja o seu bilhete viagem ou o seu "caldo" da manhã? Ou muito me engano, ou ainda não começou a chover heroína e cocaína do céu! De certeza que não é ingenuidade do governo, é apenas mais uma amostra da incogruência do governo do Sr. Sócrates.

domingo, dezembro 10, 2006
Consumir
Devido ao maior número de ateus e agnósticos perdeu- se o significado do Natal e do acto de dar, perdeu- se o espírito. Pasá- mos a "dar", porque é assim que nos mandam e por que é nestas alturas que se "dá"!
Para muitos hoje em dia o Natal e o dia de anos, são os únicos dias em que damos algo a alguém.
Devíamos "dar", quando quissé- mos e não quando nos mandam, quando nos aptece- se, não quando os preços baixam, ou assistimos a uma propaganda desenfrada de qualquer artigo.
O natal serve(ou servia) para como tal como há séculos atrás os Reis Magos deram ouro, incenso e mirra cada um de nós desse algo, mas não da maneira com quem é feita hoje em dia, ou seja, dar sem (pelo menos não esperar) receber.
O consumismo é nos imposto não só nos dias "temáticos", mas também nos saldos( que para mim, não é mais do que uma forma de chantagem, muita bem orquestrada, a que resigndamente me vejo obrigado a ceder).
Foi- nos incutido o espírito consumista, não com a globalização mas com a nossa ganância, dar por esperar algo, com uma intenção é obscura.
Quantas famílias não ficam arruinádas devido á ganância de se gastar tudo com vista a agradar?
Recore- se aos visas e multibancos só para consumir, alimentar egos, criar impressões . Não digo que o consumismo vá arruinar a civilição, mas decerto não faz nada para a melhorar, embora pareça.
O consumismo é um vício como os outros, mas este é propagandeado, incentivado e tem alturas próprias, onde é levado ao limite do aceite. Quantos de nós não se fartam dos anúncios publicitários próprios desta altura?
Com este post não estou a dizer para não se consumir, para não se dar no Natal ou nos dias de anos, mas sim para não ceder á publiciade, para dar com conta, peso e medida, e sobretudo com atitude própria.
quarta-feira, dezembro 06, 2006
Ecos dos Egos
Ao senhor chico esperto que escreveu isto, tenho a dizer que o que é lamentável neste situação não é o facto de os lugares terem sido ocupados ou não, mas sim o facto de cada bilhete destinado a uma depto do Benfica custar no minimo 75€,
Estaria o senhor na disposição de desenbolsar 75€, para um jogo de futebol?
É de mau tom este incidente ter sido publicitado da forma irónica e leviana que foi, não pensando no que estava a dizer.
Como é que o Sr. Jornalista, e todos os que são desta opinião não se dão conta do absurdo dos preços que foram praticados para este jogo.
Não sei ao certo quanto é o ordenado minímo em Portugal, mas sei decertesa que esta quantia é para todos os Portugueses bastante elevada, mesmo tendo em conta que se trata dum derby entre os dois clubes mais representativos da história do futebol Português.
Como dissemos no post anterior, Portugal tem de deixar para trás as mesquinhices e invejas (pois não tenho dúvida que a noticia a que este post se refere foi assim escrita), que o habitam de norte a sul, e preocupar- se em seguir os bons exemplos.
Como bom exemplo gostaria de dizer que um jogo entre dois clubes da Liga dos Campeões terá como preço mínimo o valor irrisório de 1 €!!!! Este preço vista a asegurar a comparência dos adeptos de uma das equipas, pois ela já se encontra apurada para a fase seguinte.
São exemplos como este que são de louvar, pois como fez este clube devia- se dar primazia aos adeptos e não as receitas, pois sem eles não havia futebol.
terça-feira, dezembro 05, 2006
A todos os que só sabem críticar
Sei que neste país leviano, onde ser falso e mesquinho está no sangue de muito boa gente - aliás próprio, de pensar e ser pequeninho - é difícil pedir, para que as críticas sejam fundadas na intenção de ajudar a melhorar ou que as alternativas sejam apresentadas, não só para contraiar, suplantar ou imitar mas, para ajudarem as propostas válidamente apresentadas a melhorar com um contributo sério e inteligente. Sei que muitos não são prespicazes o suficiente para perceber que, das coisas que dizem sem pensar (ou muito pelo contrário, antes por pensarem de forma muito deficitária), nada se aproveita. E portanto, deste blog e de mim, não esperem senão argumentação justa e debate sério das opiniões intelectualmente honestas, desde que haja abertura de espírito para tal, e desprezo aliado da mais profunda repugnância sobre todos aqueles que na verdade, se preocupam mais com a destruição de tudo o que de inovador e superior é feito, do que com a proposta e a contribuição necessária para a criação de algo melhor...de um Portugal melhor e maior!
domingo, dezembro 03, 2006
Mais um GRANDE aniversário do Grupo K



Mais uma vez, os irmãos rocha conseguiram surpreender tudo e todos com outra grande festa que celebrou ontem, no incrível cenário arquitectónico que é o pavilhão de Portugal, o 18º ano de existência do Grupo K!
O espaço estava mais uma vez, muito bem organizado e apresentado por entre corredores e várias salas, com muito estilo e boa música. Repetiu-se a organização espacial dos anos anteriores, com uma divisão reservada ao público Scones, outra ao público Kremlin e as divisões do andar superior mais ao género da casa mãe Kapital.
Várias faixas etárias, vários estilos e tipos de pessoas todos unidos à volta da grande diversão e entertenimento, que esta noite troxe à vida nocturna lisboeta.
Além, das salas principais houve ainda outras surpresas entre outras, como o espaço strip, onde algumas bonitas mulheres dançavam ao som de bons DJs e um espaço do casino de lisboa onde se podia dar azo aos impulsos jogadores, que todos temos, e um espaço de uma marca automóvel onde artistas dedicados ao graffiti, pintavam as paredes ao longo da noite... 
Não faltaram, as entertainers (algumas espanholas) a dançarem a noite toda, as impressionantes estátuas características que fazem lembrar os velhos tempos do Konvento, e claro está excelente música a noite toda, divergente de espaço para espaço, consoante o público alvo das várias casas do grupo. O facto de haver aquela bonita varanda do pavilhão, com vista para o rio Tejo e ainda uma espécie de pátio interior (onde se podia comer qualquer coisa), onde se podia conversar mais à vontade e apanhar um bocado de ar é sempre um grande aditivo em qualquer noite, em qualquer espaço nocturno. A noite foi surrealmente espectacular, só tenho pena que só se vá repetir para o ano e que a noite seja demasiado curta para aproveitar a 100% um evento desta magnitude... A única crítica que tenho a apontar prende-se com o facto, de cada entrada só dar direito a uma bebida de consumo, o que é claramente insuficiente para uma noite, ainda para mais desproporcional dado o preço das entradas.
Contúdo, claramente uma festa a não perder para o ano, ainda para mais se continuar a ter lugar no cenário maravilhoso que é, e envolve o pavilhão de Portugal! Aqui ficam algumas imagens, para que quem não foi possa ter uma ideia do que foi, e para que quem foi possa recordar o brilho desta noite de 2 de Dezembro...

Todas as fotografias originais foram cedidas por - Francisco Nobre -
sexta-feira, dezembro 01, 2006
Sobre o referendo de 11 de Fevereiro ao Aborto

Vou dizer-vos, porque sou contra o referendo que se realizará no próximo dia 11 de Fevereiro. Não porque tenha uma prespectiva anti-democrática da política, ou da organização da nossa sociedade; não porque ache que o povo não merece decidir do seu destino, através destas consultas, consultas essas que são aliás, o exemplo mais perfeito da democracia participativa. Uma remeniscência da grande experiência democrática grega.
sou contra este referendo em concreto, porque a meu ver todos nós sem excepção, carecemos de legitimidade para decidir sobre uma matéria tão sensível como esta. Não se trata de um tabu, porque este assunto do aborto não o é, nem o deve ser. Não. A questão é esta: Que legitimidade temos nós, do alto da nossa ignorância sobre a verdade e até mesmo sobre a ciência, do alto da nossa visão egoísta e materialista do mundo, para decidir sobre a vida de outrém???
Talvez, compeendam melhor a minha posição, através deste pequeno exemplo - Acaso, não nos chocaria uma consulta popular, com vista à discriminalização do homicídio, por exemplo ainda que não doloso? O cerne de toda esta questão contorversa, não é como certas pessoas querem dar a entender, o problema da liberdade da mulher sobre o seu corpo, pelo contrário, toda esta discussão se deveria antes centrar no valor da vida humana, e em última análise na importância e dignidade que queremos conferir ao ser humano, desde o momento da sua criação ou concepção, até ao derradeiro momento da sua morte. é isto que temos de discutir! Se é que alguma discussão neste âmbito é possível, para quem tenha na sua ética, na sua moral e nos seus valores, duramente imbutida esta verdadeira humanidade, independentemente de qualquer religião ou credo, assente na grandeza do Homem. O que temos de fazer, é sim informar, divulgar e difundir por todos os espíritos estas ideias, para que possam lentamente germinar na sua consciência.
Se matar um adulto, ainda que tal resultado não fosse atingido com malícia, nos choca...porque já não nos choca matar um embrião? Será porque este não se pode defender? Será porque este não pode implorar pela sua vida? Será por este não poder expressar os sonhos que nunca vai ter, as experiências de que nunca se vai poder recordar, ou os sentimentos que nunca vai poder partilhar? Será, porque este ser, a nosso ver, não pode pensar, sentir ou falar? Não o estaremos a ver de forma errada? Não será este embrião, um projecto de algo grandioso e espéctacular, uma semente de todo o esmagador potencial humano? Só não o é, se não o puder ser.
A vida humana é única e irrepetível! E ninguém, ninguém se pode arrogar do poder de decidir sobre o fim, seja de uma vida concretizada seja de uma vida no seu começo. Não há nada mais cruel, do que decidir friamente sobre o fim abrupto, de sonhos que ficaram por concretizar ou esperanças que ficaram por se realizar. E é isto, é isto meus caros cidadãos, aquilo sobre o qual devemos pensar. se nunca foi, nunca saberemos como poderia ter sido... o acabar com esta hipótes é em si mesmo condenável, sejam quais forem as razões invocadas.
E por ser condenável, é que a lei deve prever e punir este acto e as suas derivações. Sobre o aborto, haverá muit mais por dizer, mas ficará para outra altura.
Quanto ao referendo, o Exmo. Sr. Presidente da República Cavaco Silva deveria, se alguma réstia de moral e ética pessoal lhe restasse, ter rejeitado a proposta da Assêmbleia da República. Não através de justificações jurídicas, porque essas não as há, mas através de um veto de consciência, de repugnância pessoal...
Este assunto é indubitávelmente, um assunto inrreferendável. Uma matéria sobre a qual, nem nós nem os nossos orgão representativos, temos legitimidade para decidir. Ultrapassa-nos. Os assuntos que necessariamente envolve são, sem sombra para dúvidas, maiores do que nós e superiores até à fraqueza e imperfeição, de qualque lei humana que os pretenda regulamentar...
quarta-feira, novembro 29, 2006
Deixem-me dar uma volta na nave...

Andar de carro em Lisboa, tornou-se insuportável. Horas nas filas de trânsito, encontros por vezes acidentados com certos pseudo-conductores, etc.… O simples facto de em Lisboa, após tantos anos de discussões, de apresentações de propostas, críticas e soluções, ainda não se ter feito nada é numa palavra, inacreditável!
A solução que proponho, não é nova nem sequer original. Já antes foi apresentada, mas como outras tantas propostas acabou por ser esquecida em por entre estudos e planeamentos, normalmente atirados para o fundo de uma gaveta. Podem acusar-me de ser egoísta ou elitista. Mas proponho, que se acabe com o livre trânsito em Lisboa, não só na zona dita histórica, mas numa Lisboa cidade entendida restritivamente, de forma a deixar as zonas ou cidades periféricas de fora. Como? Através da cobrança de portagens de entrada para não-moradores, por exemplo numa quantia de cinco a dez euros, à entrada da cidade Os moradores poderiam ter, por exemplo, na sua via verde um código especial que lhes permitisse, não só evitar as bichas nas portagens como, facilitaria o reconhecimento de quem é morador ou não-morador, para efeitos de controlo de tráfego.
È claro que não sou louco, e portanto sei das fortes razões que levam as pessoas a preterirem os transportes públicos, face ao transporte particular. Nomeadamente, a fraca qualidade e quantidade do nosso sistema público de transportes, e o conforto que é conduzir uma viatura particular evitando por exemplo, os maus cheiros e outras coisas desagradáveis em que são férteis, a fauna que utiliza os nossos transportes de massas…
Mas a situação está-se a tornar incomportável, e por isso digo: Criem-se alternativas! Construam-se ou acabem-se os acessos prometidos e planeados! Criem-se novas rotas de transportes, alargue-se a rede de metro para as zonas periféricas e aumente-se o número de autocarros e eléctrico, assim como a sua qualidade! Façam-se parques em quantidade e com capacidade suficientes, em relação à eventual procura, à entrada da cidade! Sei que isto custa dinheiro. Sei que estas soluções são impopulares e vão contra determinados interesses, mas esta solução além de ser a mais justa e eficaz, impõe-se necessariamente, caso contrário a cidade atingirá em breve um ponto de ruptura. O dinheiro cobrado nas portagens pode, em conjunto com os fundos europeus, e com apoios de particulares que queiram explorar certas contra-partidas das obras realizadas, servir para pagar este investimento público. Esse dinheiro cobrado nas portagens, deveria igualmente ser utilizado nas obras de melhoria e conservação do pavimento das vias do município que se tem degradado a olhos vistos nos últimos tempos, presumo que por falta de verbas… Mas uma coisa é certa, em tempo de crise ou não, estas obras públicas são indispensáveis.
Hoje em dia, demoro quase o mesmo tempo a chegar a casa que uma amiga minha demora a chegar a Cascais. É escandaloso! Não serão os inflacionamentos dos preços das habitações no centro de uma cidade, causados por exemplo, por uma “suposta” qualidade de vida extra, derivada do facto de a acessibilidade ser melhor e mais fácil?

Deveria ser assim, mas não é. E apesar de todos os inconvenientes dos engarrafamentos, como um aumento exponencial da poluição, perda de tempo e productividade, problemas não só psicológicos como físicos derivados do stress, e de uma diminuição dramática da qualidade de vida de todos nós – moradores ou não moradores, peões ou condutores – ninguém faz nada.
Já não há sequer diferença entre as horas de ponta, e as ditas horas mortas. E aliado ao problema do trânsito, vem o problema do estacionamento o que, na minha zona em certas horas, se transformou numa tarefa quase inexequível. Tudo por culpa da inexplicável construção de uma universidade no centro de uma cidade, ao bom estilo português, quem sabe se para facilitar a vida a certos detentores do poder (por coincidência também do docentes universitários e estudiosos), que costumam andar (cá para os lados de S.Bento) de “rabinho tremido”, por entre tantas regalias e confortos; é isso, e uma igualmente recente construída esquadra, estranhamente sem estacionamento próprio, que traz, na sua grande maioria, uma quantidade insuportável de não-moradores para a minha, antes pacata zona residencial. Viver em Lisboa está-se a tornar insuportável! Em comparação com outras cidades que actualmente possuem, as mesmas comodidades e quase as mesmas coisas que existem cá, tem uma qualidade de vida incomparavelmente inferior e um custo de vida vergonhosamente superior. Tudo isto me faz desejar sair daqui assim que possa, o que é uma coisa triste de se dizer pois, adoro a cidade onde nasci e onde queria morrer. Mas que vida infernal se tem por aqui...
Parafraseando o grande Gabriel O Pensador: “A gente aqui no bagaço, morrendo de cansaço, de tanto lutar por algum espaço…E você com todo esse espaço na mão, querendo voltar aqui pró chão. Ai não, meu irmão. Qual é a tua??? Que bicho te mordeu aí na lua?”
segunda-feira, novembro 27, 2006
O regresso de 007

Fui ver finalmente o novo filme do famoso James Bond. Devo dizer, que esta saga sempre foi a minha preferida no mundo da 7ª arte, e portanto posso ser um pouco faccioso. Como fã incondicional do agente 007, tenho estado atento nos últimos meses à expectativa criada em torno desta nova película. Muitos disseram que iam boicotar o filme, porque é impensável um Bond loiro, porém após ver o filme poucas pessoas duvidam da qualidade de Daniel Craig na pele do agente secreto mais famoso do mundo. É verdade que o ex-bond, tinha muito mais o "ar" que a personagem pede, mas a qualidade artistica deste Bond é incomparavelmente superior e saga só tem a ganhar com a sua interpretação.
Quanto ao filme em si, é bom, muito bom, só tenho é pena que aquele ar de elegância que se espera tenha ficado um pouco descuidado, com o vestuário em grande parte do filme informal, que Daniel usou, assim como um estilo mais rude e menos elegante em algumas falas, faltando por exemplo o famoso vodka-martini shaken not stirbed, ou o ignorar de uma belissima mulher para preseguir um vilão (nada ao estilo de James Bond).
Houve claramente um descuido dos habituais gadgets electrónicos, e também foi introduzida intencionalmente uma maior componente romãntica na sua relação com a personagem interpretada por Eva Green, que igualmente se estranha dado o desapego afectivo muito próprio ou suis generis a que James nos habituou ao longo de todos estes anos, nas relações com as suas Bond girls; havendo por vezes, em algumas cenas, alturas em que se quebra a adrenalina que se queria... Contúdo esta adaptação da novela Casino Royale (já existia uma adaptação cómica do livro), trouxe coisas surpreendentes e bem conseguidas à saga, como uma visão mais realista da personalidade complexa da mulher, bem patente na Bond girl Vesper,
transparecendo o eterno confronto humano entre sentimentos e razão, assim como as influências do seu passado e das suas experiências pessoais, nas decisões e acções que toma ao longo do filme. O subtil diálogo no comboio para Monte Negro, está também simplesmente genial; assim, como as cenas iniciais em que a fotografia a preto e branco, representando as duas primeiras mortes de Bond e na primeira cena de acção especialmente, está extremamente bem conseguida. A fuga em África, de um contacto, com o vilão deste filme Le Chiffe (Uma personagem como sempre muito característica, nos filmes de Bond) é, simplesmente surreal. Uma demonstração espectacular de atletismo e capacidade física humanas, ao estilo de Parkour.
Um filme certamente a não perder, desfrutável por fãs de Bond, ou simplesmente por apreciadores do género acção com alguma densidade psicológica. Carros sempre espectaculares, desde o regresso dos Aston Martin, mulheres que nunca deixam de cativar o olhar, estilo e, como sempre muita acção bem enquadrada na trama do filme e claro, as famosas graças de Bond mesmo na mais aflictiva das situações!
Mal posso esperar pela sequela!!!...
quinta-feira, novembro 23, 2006
Breve Reflexão
Certo dia uma senhora grávida e já com um filho de 7 anos foi ter com um médico e pedi- lhe para fazer um aborto. O médico concordou mas com uma contrapartida que a senhora trouxe- se o seu filho.
Quando a senhora lá voltou para abortar o médico faz o seguinte comentário:
-Agora vou matar o seu filho. A isto a senhora reage com surpresa, não se apercendo do que o médico lhe estava a dizer.
-Sim, (diz o médico), vou matar o seu filho pois ao menos esse pode- se defender, coisa que não acontece com o que tem dentro da sua barriga.
Esta história é verídica, e independentemente da nossa posição a este assunto, elas faz pensar e reflectir e o aborto é um assuno demasiado sério para ser discutido como tem vindo a ser.
segunda-feira, novembro 13, 2006
Doações Egoístas
ão é o de uma verdadeira partilha com um irmão, mas sim um meio para atingir outros fins; ou seja uma forma de atingir outros objectivos, ainda que subjacentes ou mesmo inconscientemente prosseguidos, através da acção de dar. Objectivos tais como: melhorar a posição ou uma relação social, conseguir uma determinada actitude de outrém, ou até relegar a alguém aquilo que já não nos faz falta, ou que temos em excesso, entre outras razões.As razões pelas quais damos, e até muitas vezes o que damos aos outros, aquilo de que estamos dispostos a abdicar, não é a coisa certa, ou não é doado na justa medida. Fazendo portanto das nossas dádivas, das nossas contribuições para melhorarmos algo, quase supérfulas ou indiferentes...Nesta sociedade egoista, feita de narcisos, exibicionistas e invesojos, cada vez é mais patente este desinteresse pelas necessidades alheias, e cada vez é mais raro, o genuíno sacrifício de bens pessoais, pelo bem estar do nosso semelhante. Seja ele ou estranho, ou uma pessoa querida na nossa vida. É essa a base podre, de todos os problemas que afligem o nosso mundo complexo, da fragilidade do casamento, à marginalização dos desfavorecidos...
O padre contou uma história engraçada, na qual todos devemos reflectir, para conseguirmos descortinar na entrega, a sua verdadeira natureza e fim. A história era a seguinte: Um senhor muito rico, pensou um dia na miséria e penúria em que viviam uns monges que conhecia. Pensou, e comovendo-se com a situação, decidiu carregar varios burros com muitos e variados bens, que pensou que fariam falta aos monges. Ao chegar à porta do mosteiro, veio ter consigo um lacaio do abade, que lhe disse que o abade não podia falar com ele. O senhor, já um bocado irritado disse ao lacaio, para chamar o abade, pois eram ofertas demasiado importantes, para que o abade não se digna-se a vir recebê-las à porta. Passado um bocado, o abade lá veio, recebeu as ofertas e fechou a porta, mesmo na cara do senhor. Este, indignado, pensou se pegava fogo ao mosteiro ou se ia embora... Decidiu antes bater de novo à porta, e exigir a devolução dos bens que tinha doado. Mas quando o abade veio abrir a porta, disse simplesmente: "-Que queres irmão???Não sabes que quem dá, é que agradece!?"
Whooooooaa Nelly


Já repararam na menina luso-canadiana Nelly Furtado? Devem ter reparado, até porque ela apareceu num dos noticiários, de grande qualidade nacional e sempre com notícias informativas e de relevo, portugueses. Mas que a Nelky Furtado mudou, mudou! E para melhor, a meu ver... Largou aquele aspecto inocente/cultura pop, que mostrava no seu primeiro single I'm like a bird, e passou a revelar a sua grande sexualidade, aliás bem própria da cultura norte americana, nomeadamente através da influência do hip-hop.
Ficou a ganhar a Nelly, com a descoberta de mais uma sonoridade na qual está muito acima de certas personalidades, que são mais aspecto que outra coisa, e ficou a ganhar o tele-espectador da MTV. Aconselho vivamente, o visionamento do seu single Promiscuous girl e Maneater. Só lamento a exportação, de activos nacionais tão valiosos para o estrangeiro, mas enfim, é a história do nosso país. Talvez cante a Nelly, numa próxima aparição por terras lusitanas este último single, só para mim...
domingo, novembro 12, 2006
Parkour

Não sabem o que é Parkour ou Free Running? Eu também não sabia. Mas de certeza que já viram o video clip da Madonna, do seu single Jump... As acrobacias que aí se fazem, não são feitas através de montagens ou efeitos especiais, são imagens reais, e os que as fazem são conhecidos praticantes de Parkour (traceurs).
Em que consiste o Parkour? Simplesmente, no desporto radical mais impressionante e surpreendente, actualmente praticado; nasceu nos subúrbios de Paris em Lisses, à cerca de dez anos, fruto de brincadeiras e jogos de crianças agéis e dotadas. Sebastien Foucan e David Belle são considerados, os seus co-fundadores. As coisas que estes atletas fazem, de uma maneira surrealmente bela e fluída, são deveras impressionantes. O objectivo deste desporto, e também filosofia de vida, é utilizar os obstáculos para fluir de uma maneira criativa e com estilo, de forma contínua, pelo ambiente que nos rodeia. Não há sítios inacessíveis, numa actividade que usa os obstáculos, para se chegar onde se quer- mas sempre com naturalidade, numa simplicidade artística de movimentos executados sem aparentemente, nenhum esforço.
Sebastien Foucan disse uma vez: "O Parkour sempre existiu, o Parkour semp
re esteve presente na condição humana, apenas não tinha um nome." Tinha razão, está na nossa natureza a originalidade e criatividade, aliadas à procura da superação de desafios com estilo e graça.Cada vez com mais adeptos, normalmente ligado à cultura urbana, o Parkour é um desporto em clara ascenssão. Vale a pena conhecer melhor (www.Parkour.com), e ficar maravilhado com as coisas assustadoramente impressionantes, que demostram as potencialidades do corpo humano ligadas à expressão artística, e à criação espontânea de um bailado muito radical.
segunda-feira, novembro 06, 2006
A culpa é do sistema


Para quem não sabe o que é o apito dourado, veja o jogo Benfica-Estrela da Amadora que é o climax de toda uma campanha que tem vindo a ser orquestrada, contra o Benfica, por um senhor, que toda a gente sabe quem é (sim esse dos relógios, do whiskey e da "frutinha").
Eu não acredito em conspirações, acreditem. Tenho sempre tendência para procurar nas coisas a explicação mais lógica, ou se tal não for possível a mais provável, para todos os acontecimentos ou problemas da nossa vida, e do nosso mundo. Mas este jogo foi escândaloso! Inqualificável mesmo. Dezoito cartões num jogo??? Não quero afirmar, que o Estrela foi benificiado, apenas que o benfica foi prejudicado; prejudicado não no sentido de perder aqueles três pontos, mas no sentido de ficar seriamente desfalcado para os jogos seguintes, um dos quais que era o jogo a seguir, contra o Porto.
Que expulsão do Miccoli foi aquela? Porquê? Alguém me sabe dar uma resposta, a qual não me provoque de preferência um ataque descontrolado de riso???Não me parece... E não me digam que foi por protestos, porque sinceramente protestos em maior ou menor medida, todos os jogadores o fazem quando sofrem uma falta daquela natureza e agressividade, e o árbitro de abstêm de sancionar devidamente o jogador, como manda as regras da FIFA, no minímo com uma cartolina amarela. Será que o foi o relógio, as viagens ao Brazil,o "moranguito" ou quiçá um bocadinho de marfim em bruto a falar mais alto, ou foram as palavras de Miccoli?
Foras de jogo que apenas os senhores fiscais-de-linha viram, entre tantas outras irregularidades...enfim. E sai o senhor "palhaço"(nome carinhoso dado pelo senhor Tobias adepto do Benfica e praticante de curling)-Carlos Xistra com nota de 7,7 deste jogo atríbuida pelo Humberto Gonçalves "suposto" observador da Liga?Hummm...parece que houve mais entregas de "frutas exóticas" nessa noite.
E o jogo do Benfica contra o Beira-Mar? Aquele capitão de equipa, o qual não vou aqui referir pelo nome, chamemos-lhe "Durrão"(nome fictício atribuido pelos caça-talentos do Boavista), que fez ele desde que entrou, até que oi substituido? Deu muitos pontapés deu, mas não foi, foi na bola. Porque não um cartão encarnado directo, ignorando o facto que já tinha um amarelo por aquele toque amigável, que quase matou (de susto diga-se) o jogador que tinha a posse do esférico? Se é verdade que no lance do golo anulado a Nuno Gomes, este jogador estava mesmo em posição irregular, também é verdade que houveram um número de lances, desconhecido, mal interrompidos pelo juíz da partida e seus assistentes, com a designação de "foras-de-jogo"; quando tais situações dificilmente ( a não ser que tenham usado a mãe para obter um desconto na multiopticas, e assim tenham de se aguentar com uma graduação - Toupeira caquética - ), se podem qualificar como tal. Eu prefiro - oportunidades de golo escandalosamente larapiadas.
A verdade meus amigos, é que o Benfica está num crescendo a nível competitivo, financeiro e institucional, tanto em Portugal como lá fora, e certas pessoas que se sentem ameaçadas por este re-acordar do gigante, estão a dar as últimas cartadas para impedir o futebol do benfica de se desenvolver, mantendo o futebol português neste pântano de influências e corrupção. Se calhar, até estão com medo que a sua "imunidade criminal", esteja para acabar.
Parafraseando sábias palavras, "A culpa é do sistema...é do sistema."
sábado, novembro 04, 2006
O corrido Procurador-Geral da República

Toda a polémica gerada à volta de Souto Moura, o ex-PGR é uma palhaçada! Não tem outro nome, todas as insinuações de incompetência, de indignidade no exercício do cargo, de falta de controle, ou de conhecimento dos processos sobre a alçada da PJ ou no Ministério Público, etc. E palhaçada porquê? Não, porque algumas dessas acusações sejam falsas, como algumas o não são, apesar de exarcebadas... Palhaçada porque, os erros que Souto Moura cometeu, muitas figuras públicas cometem, mas os seus foram os únicos divulgados, o seu nome o único denegrido, tudo ao ponto de a sua figura, se tornar demasiado incómoda para a opinião pública.
Por acaso foi o Secretário de Estado, aquele que disse que a culpa do aumento do preço da electricidade era dos contribuintes, que nas suas palavras consomem desnecessariamente electricidade, tão fustigado pela comunicação social? Acaso a Ministra da Educação, quando vai à A.R. falar sobre as reformas do ensino, não tendo a miníma noção da realidade das escolas e desconhecendo a vergonha e a confusão do nosso ensino (cujos programas são mudados constantemente, apenas para suportar o lobby das editoras de livros escolares, entre outras deficiências dignas de país de 3º mundo), é tão castigada pelos ditos "críticos e comentadores". Enfim, mais mil exemplos poderia dar!
Estou para ver, o que vai trazer de novo a tão aguardada actuação do novo procurador, um tal, que emergiu das névoas e era à muito aguardado, por um povo desorientado. Toda a gente sabe, que o Procurador não tem nem irá ter controlo total, quer sobre o MP, quer sobre a PJ, e que sobre o segredo de justiça, violado e espezinhado todos os dias pela classe jornalística e política, nem vale a pena falar; quanto aos casos mediáticos, os vícios da justiça não são culpa do PGR, são demonstrações de falhas graves nos pilares da nossa sociedade, e por consequinte da nossa justiça, que não se resolvem a não ser com uma real reforma de fundo.
Nas palavras de um agente da autoridade, que ouvi numa das nossas esquadras: "- Tantos o fizeram e vão continuar a a fazer, todos são culpados... E ele é que se lixou..."