segunda-feira, setembro 10, 2007

O dito cujo caso "Madie"

Durante uns tempos, esta novela preocupou-me, durante outros irritou-me, e agora simplesmente, dá-me nojo!Certos membros da minha família e eu, fomos dos poucos que sempre acharam este caso rodeado de uma auréola de histórias mal contadas, mentiras, cheio de pormenores estranhos e por explicar... Se o nu e cru facto de os pais de Madeleine MacCann, pais de três crianças, duas das quais quase bebés, terem deixado os seus filhos sozinhos durante umas horas (ou talvez até largas horas) sem a mínima supervisão de um adulto, não fosse um facto apto a fazer descambar o manto de santidade e infortúnio que estes pais ingleses tentaram transmitir de si próprios - pois qualquer de vós, se sois um pai ou mãe responsáveis, sabeis que bastam breves segundos para uma criança se colocar (muitas vezes a ela própria) em risco iminente de vida e que numa casa muitas coisas podem acontecer - os testemunhos dos criados do restaurante, de que estes senhores com mais meia dúzia de amigos beberam o equivalente a uma garrafa e meia de vinho tinto cada, seria suficiente para fazer abalar o crédito popular que lhes era dado precipitadamente pelo nosso povo; foi para evitar esta precipitação, tão característica desta flutuante turbe portuguesa, que evitei durante o tempo mais longo possível que aguentei, pronunciar-me sobre este caso!
Todos nós já conhecemos as restantes incongruências, que minam o caso dos MacCann: a sua súbdita partida para Inglaterra, assim que considerados arguidos, as conversas macabras tidas com a família em Inglaterra escutadas pela PJ, a sua insistência no envolvimento de cada vez mais e mais poderosas pessoas nas buscas da filha (chegando ao ridículo de envolver sua Santidade o Papa Bento XVI, que os apoiou) e de apesar de tantos meios e dinheiro a gravitar nenhuma pista, por mais ínfima aparecer, o estranho desenrolar dos seus interrogatórios, etc...
Mas o que me interessa mais focar, neste pequeno "desabafo", neste pequeno texto, é a monstruosidade, na ofensa inaceitável, que certos contornos deste caso estão a tomar. Falo concretamente, não só na, ainda por se verificar culpa dos MacCann na morte/desaparecimento da filha, que a ser provada poria a descoberto um plano frio, calculista e desprezível, que enganou e defraudou milhões de pessoas, mas na atitude inaceitável dos meios de comunicação Inglesa! Num caso, em que até o governo britânico disfarça muito mal o tom paternalista com que se refere a Portugal, os meios de comunicação e os próprios arguidos vão mais longe e pura e simplesmente tentam denegrir a imagem de um País e de uma força policial inteira, com insinuações vis, campanhas muito bem orquestradas por alguém, com intenções menos claras.
É urgente que, o povo, o governo, os nossos meios de comunicação, toda a sociedade se insurja contra esta tentativa de manipulação da nossa justiça e das nossas polícias, contra toda a podridão que gravita à volta deste triste caso, para que a verdade prevaleça e se defenda aqueles cuja competência e dignidade, está a ser injustamente posta em causa por ignorantes, com egos insuflados duma pertença superioridade. Que acabem os "Mapas Côr-de-Rosa" de vez!
Basta de arrastarem pela lama, o nome de uma das polícias mais competentes de investigação criminal do mundo, estando mesmo a nossa polícia judiciária, para muitos, nos lugares cimeiros do quinteto das melhores polícias de investigação do mundo! Se isto não parar, tudo servirá para descredibilizar o processo, mais tarde o julgamento e até denegrir fortuitamente a imagem de Portugal.
Descubra-se a verdade! Aplique-se a justiça!

quinta-feira, setembro 06, 2007

"Per sempre nei nostri cuori."


Morreu hoje, com 71 anos, uma das maiores vozes que o mundo já conheceu - Luciano Pavarotti.
Este tenor Italiano, que apesar das suas origens humildes conseguia transportar para a sua música toda uma nobreza e elevação incomparáveis, deixou-nos nesta vida.
Mas se há um pensamento que nesta altura me ocorre, é um agradecimento profundo pela maravilhosa música que nos deixa e que há de perdurar para sempre! Obrigado Pavarotti!
Nunca me atraiu a Ópera, apesar de gostar imenso de música clássica, mas devo aos meus pais e a Luciano a minha viagem por este fantástico mundo que desconhecia, pois foi ele que me abriu os ouvidos, tocando-me a alma, para a profundeza de uma beleza esmagadora que pode ser a ópera, quando maravilhosamente executada , como Pavarotti (o eterno perfeccionista) o fazia sempre e de cada vez.

A sua bem conseguida incursão pela música pop, com duetos perfeitos com alguns dos maiores artistas do nosso tempo, muitas vezes com fins de beneficência, só ajudou a mostrar e a divulgar a magnificência deste grande homem!
Luciano Pavarotti - a Voz! - será para sempre lembrado, pois ninguém morre realmente, enquanto for recordado!

Another Intensity!



Este Verão, o meu artista preferido voltou a lançar um álbum! Sim, falo de Gentleman!
O novo album, cujo primeiro single - different places - já devem ter ouvido já está a circular por aí. Uma das músicas, que me faz vibrar mais é a que vos ponho aqui para ouvirem. Espero que seja o próximo single!
Vá, vamos transformar isto no hino deste fim de Verão!



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Now playing: Gentleman - Serenity
via FoxyTunes

quarta-feira, setembro 05, 2007

Atraso

Peço desculpa por não ter escrito nada no últimos mês e tal, mas encontro-me na Nova Zelândia e só agora e que pude publicar os textos que tenho vindo a escrever.
Obrigado pela compreensão.

A.F.S.


Queria anunciar a todos os leitores deste blog que a 15 de Agosto parti para a nova Zelândia onde ficarei durante pelo menos 9 meses.
Vou através dum programa que dá pelo nome de AFS (American Field Service).
AFS é uma organização inter cultural sem fins lucrativos que proporciona a todos os que se inscreverem a possibilidade de viverem um ano memorável num país e numa cultura completamente diferente, onde serão acolhidos por uma família.
Para mais informações basta irem ao site http://www.intercultura-afs.pt (neste momento em remodelação)
A minha ida para a Nova Zelândia não implica a minha saída deste blog ou a concretização de um “ano sabático”, irei continuar a escrever sempre que se justificar sobre a actualidade portuguesa ou qualquer outro tipo de assunto.

Saramago

Nem devia escrever este artigo pois José Saramago não merece metade da atenção que lhe damos, mas a repulsa que tal personagem me provoca não me dá outra hipótese.
Saramago, esse espécime da raça humana (será mesmo?) que apesar das suas supostas qualidades de escritor não faz outra coisa senão berrar estupidezes ou expressar os seus tiques de arrogância.
Este senhor afirma literalmente aos quatro cantos do mundo que está senil!
Preocupa-me como é que depois de dizer “as mulheres quando chegam ao poder perdem a solidez, a objectividade e a sensatez”, que “existem três sexos: o homem a mulher e o poder” ainda lhe fazem entrevistas ou lhe dão tempo de antena.
Se o aborto tivesse efeitos retroactivos Saramago seria um dos primeiros a desaparecer. Que falta nos faz um Nobel que só desprestigia Portugal e os portugueses ao dizer que o nosso país se passará a integrar na Espanha! A Espanha que nem as suas autonomias e províncias sabe governar quando mais a nós, um dos países mais antigos do mundo, com fronteiras definidas desde há séculos e com uma cultura tão forte!
Que Saramago nunca tivesse ganho o Nobel e assim nunca seria dada esta exposição mediática a este ser que de tão extraordinário deve pertencer ao tal sexo apelidado de “poder”.

Retoma

Alegrem-se! Estamos na retoma económica! OP governo decidiu rever a questão dos abonos de família e agora passaram a existir mais beneficos económicos para os casais com filhos bem como para as mães que entrarem em licença de parto! Os abonos de família ao que parece serão dados às famílias cujas crianças tenham mais de dois anos, que é a idade considerada pelo governo onde existem mais despesas (?)! Presumimos assim que o senhor primeiro-ministro usou fraldas até depois de completar dois anos!
A juntar a estas notícias temos o facto de o governo fechar tudo o que é maternidades, bloco de parto e afins, bem como de subsidiar os abortos (cada um fica por mais de 400 euros), ou financiar as viagens para o continente de todas as mulheres madeirenses que queiram abortar!
Poderá haver maior desincentivo á natalidade do que o encerramento de um bloco de parto? O governo não percebe que assim só estará a cavar o fosso entre o litoral e o interior, a criar ainda mais assimetrias!
O nosso dinheiro é estupidamente gasto em abortos em vez de ser investido noutras coisas ainda na área da saúde como a comparticipação de mediamentos
Sou asmático e graças a Deus não passo por dificuldades económicas mas sei que existem remédios para a asma (uma das doenças que afecta mais portugueses) que ficam acima dos 50 euros e que quase nem são comparticipados pelo estado português. Qual será a sensação de não poder comprar um remédio para os nossos filhos ou para os nossos pais porque não temos dinheiro suficiente, quando basta olhar para o lado para ver mulheres a aproveitarem-se do dinheiro dos impostos pagos por esse mesma pessoa para a livrarem dum incómodo que é um feto resultante duma noite de excessos onde não se soube ser crescido o suficiente para ter juízo e saber onde parar!

terça-feira, setembro 04, 2007

Medidas do novo Presidente


Ora não é que assim que volto de férias, a primeira coisa com que me deparo é com a primeira medida do Presidente "mais lisboeta" que a nossa câmara já teve. E que medida foi essa? Cortar o trânsito no Terreiro do Paço aos domingos. Para além da fraca originalidade desta medida, tenho de acentuar o seu carácter inútil! Caro Costa, haverão assim tantas pessoas que gastam o seu dia santo para dar um passeio pela Praça do Comércio??? Ou será que reduz assim tanto o tráfego automóvel, cortar a circulação no único dia da semana em que todos os lisboetas tentam fugir da cidade?
Esta é daquelas medidas, como aquela ideia mirabolante de criar corredores para bicicletas (acaso já reparou nas sete colinas???) ou a de fazer mais faixas BUS (acaso já andou de carro pela cidade?Verá que as alternativas para nós condutores são menos que abundantes.), que só fazem sentido para quem anda de Chouffer ou para quem acabou de chegar da Covilhã...
Por amor de Deus!

segunda-feira, setembro 03, 2007

Preconceito

Preconceitos são ideias (conceitos) e julgamentos que se fazem precedentes ao conhecimento da pessoa. São o desconhecimento prejurativo: não conheço uma pessoa mas só de olhar para ela decidi exclui-la, rejeita-la pelo seu sexo, raça, etnia, posses economicas, deficiências..
Sou muito sincera acho impossível ser totalmente desprovido de preconceitos porem sou contra eles. Não vou dizer que nao me aflige um arabe com cara de sacrificio no mesmo aviao que eu, que trato numa mesma circunstancia amigos e amigas, que não me fazem confusao os homossexuais.. E por isso mesmo que me critico a mim própria porque toda a gente tem direito pelo menos a uma primeira oportunidade de mostrar quem é, como é, de falar e se defender dos olhares discriminadoras que nada fez para merecer.
Ninguem merece ser julgado so pelo exterior porque acreditem "o essencial e invisível aos olhos"

domingo, setembro 02, 2007

Ainda te Lembras?


Hoje sinto que esta música, reflecte fielmente a tempestade que dentro de mim se desenrola!


Da Weasel - Mundos Mudos


Fotografia cedida por: Francisco Nobre


"Ligo directo para a caixa de correio só para ouvir a tua voz,
Sei que é cena fora mas todo o dia chega a hora em que
O lado esquerdo chora quando se lembra de nós
A vida corre tranquila, cada vez menos reguila
meto guita de parte e a cabeça não vacila tanto
Para minha alegria e meu espanto
Pode ser que o passado fique por onde deve estar:
No pretérito imperfeito, já que não é mais-que-perfeito,
Este é um presente que eu aceito
Para atingir a tranquilidade
Que supostamente se atinge com a nossa idade
A verdade é que a saudade do que passou
Não é mais que muita
Mas por muita força que faça ela passa por saber que te vivi
Tu deste tudo e eu joguei, arrisquei e perdi
Agora,

4x
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu Mundo que eu mudei o meu

Cada vez que eu ligo tento deixar mensagem
mas acabo por nunca arranjar a coragem
Necessária
Gostava apenas de partilhar contigo o quotidiano habitual
Nada que se compare com as correrias
doutras alturas e doutros abismos
E já que falo por eufemismos
Gostava de dizer que ainda gosto bastante de ti
A casa tá diferente, parece digna de gente
Dá gosto sentar no sofá com a tv pela frente
Comprei uma máquina de café
Xpto, bem bonita, azul bebé
Ocasionalmente cozinho e bebo o meu vinho
E esqueço o fumo que nos dava aquele quentinho
Hoje em dia é mais à base do ar condicionado
Condicionei a tentação num clima controlado
Quero que saibas que tou bem, sei que tu mais ou menos
Sempre gostaste de brincar em perigosos terrenos
Em relação a isso eu não sei o que fazer
E se calhar é por isso mesmo que acabo por não dizer que
A verdade é que a saudade do que passou
Não é mais que muita
Mas por muita força que faça ela passa por saber que te vivi
Tu deste tudo e eu joguei, arrisquei e perdi
Agora,

10x
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu Mundo que eu mudei o meu"







Fotografia cedida por: Francisco Nobre

terça-feira, agosto 28, 2007



"Eu sorrirei, calmo e contente
se ouvir e vir, perto, bem perto
o mar fraterno, o mar eterno, o livre mar.."
João de Barros

sábado, agosto 25, 2007

Interregno


Tenho de pedir desculpas, pela relativa paralizacao deste blog, paralizacao que so nao foi completa por causa do valente esforco da minha colega Mariana, mas encontro-me presentemente a viajar pela europa a quase um mes!
Dentro de uma semana, quando voltar, espero voltar a escrever, pois o acesso a internet e alias, a qualquer meio moderno de comunicacao tem sido inexistente. Telvez vos conte, parte da minha viagem...

De Krakow o vosso amigo Thomaz

quarta-feira, agosto 22, 2007

Alternativa

Para quem não gosta de praia ou está preso na capital em trabalho aconselho o World Press Photo.
O maior e mais prestigiado concurso de fotografia mundial realizado mundialmente encontra-se em exposição até dia 9 de Setembro de Domingo a Quinta, das 10h00 às 20h00; Sextas e Sábados das 10h00 às 22h30 no Museu da Electicidade. Aqui podemos encontrar imagens de todas as partes do globo que espelham os avanços no foto-jornalismo.

sábado, agosto 18, 2007

Coisa curiosa a sinceridade..

Não tenho outra maneira de estar na vida que não a sinceridade. E não sei se quero ter. Não gosto de mentiras, de falsos sentimentos, de dúvidas assombradoras da realidade; para mim o melhor é deixar tudo preto no branco.
Ser sincero com os outros implica que sejamos sinceros connosco mesmos e isso é uma tarefa terrivelmente mais difícil, é tão mais fácil não pensar nisso, tão mais fácil não ter de dizer à outra pessoa embora muitas vezes no dia seguinte nos perguntemos se tivesse sido sincero será que não teria sido correspondido ou noutras ocasiões não teria evitado intrigas?
Porem a sinceridade pode támbem ser um veneno, é preciso ter tento tal como um tempero a sinceridade quando excessiva estraga a intenção de melhorar. E para algumas pessoas a simples sinceridade é um obstáculo, umas porque foram sinceras e sofreram mágoas por isso outras porque apenas não conseguem exteriorizar o que pensam.
Num mundo de falsidades e mascaras a sinceridade é uma coisa positiva mas cuidado porque sinceridade a mais pode acabar com uma relação e a menos defina-a lentamente

quinta-feira, julho 19, 2007

Rescaldo das Intercalares

Depois de analisar os resultados, reparei, como qualquer outra pessoa na percentagem brutal de abstenção, já não muito longe dos 70%. Isto é inaceitável! E não concordo com os mais variados comentadores político, incluindo Nuno Rogeiro, que vieram dizer que a culpa destes números não é do povo que se absteu de votar, mas dos candidatos que não souberam motivar os eleitores.
Concordo que a vida partidária é pouco ou nada estimulante, concordo na análise que vê nos partidos simples centros de influências com constantes lutas por melhores poleiros, com a repulsa pelo político, déspota mentiroso que não cumpre, e que independentemente das suas ideias deixa sempre tudo pior, igual ou pouco melhor do que o que encontrou quando chegou, com isto e com a triste visão da democracia portuguesa como uma coisa decadente, cheia de instituições supérfluas, minada de lobbys e cargos excedentários vantajosos, para as duas cores, cor-de-laranja e cor-de-rosa.
Mas já não posso aceitar, que muito mais de metade dos Lisboetas deixem de exercer o seu direito e o seu dever! Desta vez não houve a desculpa da praia, quanto muito alguns estavam em férias mas a minoria certamente, nada que fizesse prever esta franquíssima afluência às urnas.
Se os portugueses realmente estão descontentes com o governo, como as manifestações sucessivas dão a entendr, se não se identificam com a oposição mole da direita, votem contra o sistema. Votem contra o estado de coisas actuais! Votem em branco! Votem em partidos pequenos anti-sistema (como eu fiz, quando votei num partido que aumentou em 50% a votação nestas eleições em Lisboa), mas não deixem de ir votar. Porque ao não ir votar, delegam nas mesmas pessoas que mantêm eternamente esta situação, causa da nossa queda de nos colarem ao fundo deste lodo, a oportunidade de deixar estudo como está. Anseiam por democracia directa, por mais poder popular, por mais proximidade e influência na tomada de decisões, mas deixam tudo como está! Assistem, bem sentados no seu sofá, ao desfile de caras sempre iguais em vitórias/derrotas, na sua senda pelos púlpitos e "massas de apoio" (alguns velhos que foram para ali transportados, e pensam que vieram a Lisboa ver o Oceanário , ali também há bacalhau e tubarões, mas parece-me que foram ao engano).
A votação há muito, como nos países desenvolvidos nórdicos, como aliás já propus, que deveria ser obrigatória. Não é só um direito arduamente conquistado é um DEVER de todo e qualquer cidadão recenseado, e portanto o seu incumprimento deveria gerar consequências negativas para o abstencionista - aí sim, serviriam bem ao fim as malditas coimas.
Todos criticam, mas ninguém faz nada, nem aposta em alternativas, por motivos egoístico ou por diabólico conformismo... Novos velhos do Restelo!
Cada povo tem o país que merece!!!
Quanto à crise na direita, ou como eu gosto de chamar pseudo-direita da esquerda portuguesa, vou ficar à espera, para me pronunciar, durante as férias, de novos desenvolvimentos na nova telenovela nacional.

quinta-feira, julho 12, 2007

Não quis democracia? Então, faz favor de votar!



Já muito antes do governo da Câmara Municipal cair, após a demissão de quase todos os vereadores do executivo camarário, já aqui neste blog perguntava-mos a vossas excelências se Carmona Rodrigues teria ou não condições para continuar à frente da Câmara Municipal, dado todo o clima de suspeição que sobre si recaiu ao ser considerado arguido na virtude da dedução, pelo Ministério público, de uma queixa contra si. Já nessa altura, era demais óbvio que Carmona Rodrigues não tinha condições para chefiar a maior câmara do país, nem aliás, jamais as teria tido!
Não duvido, ao contrário de muitos que insinuam e lançam suspeitas, da seriedade de um dos homens, do qual nunca me "chegaram aos ouvidos" nem murmúrios, nem sombras, que manchassem a sua honestidade; mas também sei, como muitos sabem, que Carmona não é um bom político, não é na verdadeira acepção da palavra um homem de estado, um homem que imponha autoridade e obediência, que seja determinado e seguro, que se saiba rodear e que acima de tudo não descanse enquanto não levar as suas ideias e projectos avante. Carmona não é isto! Carmona, é tudo menos isto. E consequentemente, por muito respeito que lhe tenha, não acho que seja (como aliás desde Abecassis nunca foram) o homem certo para presidir aos destinos da Capital. O lodaçal onde a Câmara se enfiou, é demasiado fundo, demasiado fundo para que se pudesse continuar com Carmona, demasiado fundo para até , quem sabe, sair dele.
Deixando de lado o já muito debatido "buraco" financeiro, as demais notórias dívidas de curto prazo a fornecedores, e as divulgadas desorganizações nos serviços da câmara... Gostava de falar-vos sim, do que simbolizou para mim esta governação do Eng.º Carmona Rodrigues.
Simbolizou, buracos nas estradas e lixo nos passeios nas zonas mais nobres e ricas da cidade, simbolizou pedras da calçada levantadas e espalhadas, furos nos pneus e suspensões estragadas, simbolizou estranhas obras paradas e inteiras fachadas eternamente entaipadas, prédios a cair e licenças por atribuir... Já me cheguei quase a ouvir dizer- que em Lisboa custa demasiado viver, e que dela, só quero fugir! E por estas pequenas, mas importantíssimas coisas não o perdoo.
Porque enquanto estas situações se arrastavam, enquanto a situação do arrendamento urbano na cidade permanecia igual, enquanto as obras no Terreiro do paço continuavam na mesma, almejando uma mirífica linha de metro talvez impossível, mas certamente perigosa de se construir, enquanto se deixava o Porto de Lisboa fazer o que quis e bem entendeu, enquanto as Associações de solidariedade social ficavam sem fundos para ajudar os que mais precisam, andava o Sr. a inaugurar túneis que não resolvem o problema desta gente todas, que nos invade a cidade com os seus carros e entope todas as suas ruas piorando drasticamente a nossa qualidade de vida, andava o Sr. a passear com um projecto milionariamente pago de um qualquer Guery nas mãos, andava a sua polícia municipal num frenesim de multas e bloqueamentos sem sentido, andava uma sua vereadora a instalara radares idiotas nas principais artérias, cujo único efeito prático que têm, não reside na sua capacidade para evitar desastres mas sim na sua irritante vocação para enervar ainda mais quem tem de circular na cidade (demasiado farto com a quantidade sempre crescente de carros que aqui circulam e não deviam circular) e criar mais lentidão e demora. Destas obras, para mim, foi feito o seu mandato. Com estas obras será lembrado, mas creio que as suas quedas se sobreporão ao vazio reformativo, que foram estes últimos anos na memória, daqueles que não se esquecem!

Venham daí, mais umas eleições! Domingo, não se esqueça, vá Votar! Pode não votar em ninguém, até porque talvez nenhum o mereça, mas Vote!

sexta-feira, julho 06, 2007

Seven

Sete é um número com vários e diversificados simbolismos.
Sete são as cores do arco-íris.
Sete são as artes.
Sete são as notas musicais.
Sete são os dias da semana.
Sete pragas.
Sete planetas do sistema solar.
Sete são as maravilhas do Mundo que nos preparamos para eleger amanhã.
Sete são os pecados mortais. Avareza, gula, inveja, ira, luxúria, orgulho e preguiça.
A eles se contrapõem sete virtudes. Generosidade, temperança, caridade, paciência, castidade, humildade e diligência.
As incidências deste número são tantas e em tantas áreas que seria mais rápido consultar http://pt.wikipedia.org/wiki/Ocorrências_do_Número_Sete e ainda a proposito das sete maravilhas http://www.7maravilhas.sapo.pt/apre2.html.
Mas no que eu me quero centrar é nos sete pecados capitais e numa reflexão que achei bastante interessante feita no filme Seven sobre eles. No referido filme, que é aliás bastante bom, dois detectives procuram um assassíno que escolhe as suas vitímas pelos seus pecados. Quando apanhado o assassino confessa que estava apenas a tornar o mundo melhor, um mundo em que os pecados eram tão comuns que ja ninguém os nota.
Nisso concordo com ele, que Mundo é o nosso em que matar e roubar é tão comum? É uma arte com profissionais e técnicas, que pode ser o destino de qualquer inocente? E como podemos proteger aqueles que amamos? Como esconde-los da pedofilia, da prostituição, do trafego de pessoas, da violação?
O nosso mundo tem tanta coisas fantásticas para mostrar mas também parece ter cada vez mais para esconder..

quarta-feira, julho 04, 2007

As 7 Maravilhas


Fui convidado para o grande espectáculo, onde serão anunciadas as 7 maravilhas de Portugal e do mundo, este Sábado próximo. Ainda estão a tempo de votar e de participar, mais informações em http://www.7maravilhas.sapo.pt . Pessoalmente, considero que todos os monumentos nomeados são já vencedores! E muitos outros ficaram de fora, o que só mostra como Portugal tem tanto para dar e mostra ao mundo, todo um potencial, que tem sido constantemente sub-aproveitado e desconsiderado por sucessivos governos e em sucessivos séculos da nossa história. Até porque é no turismo, e toda a gente que tenha um mínimo de perspicácia e sinceridade sabe isto, está o nosso futuro em termos de potencialidade de desenvolvimento económico...
Oxalá, não seja mais um interesse passageiro no nosso imenso património cultural e arquitectónico, que se esfuma rapidamente assim que é atingido determinado objectivo ou compromisso internacional. A decadência de tantos locais nobres da nossa História, é a mais pura das realidades para quem tem a coragem de a ver, a coragem de, por assim os encontrar, chorar e sofrer!
Como disse um dia, e ainda com triste actualidade, um dos Grandes da nossa Nação e do império da língua portuguesa:


"Mas esta Nínive não foi destruída; esta Pompeia não foi submergida por nenhuma catástrofe grandiosa. O povo, de cuja história ela é o livro, ainda existe; mas esse povo caiu em infância; deram-lhe o livro para brincar; rasgou-o, mutilou-o, arrancou-lhe folha a folha, e fez papagaios e bonecas, fez carapuços com elas.
Não se descreve por outro modo o que esta gente, chamada governo, chamada administração, está fazendo e deixando fazer há mais de um século em Santarém. (...)
Malditas sejam as mãos que te profanaram, Santarém; que te desonraram, Portugal; que te envileceram e degradaram, nação que tudo perdeste, até os padrões da tua História..."


Almeida Garrett in Viagens na Minha Terra