quinta-feira, julho 12, 2007

Não quis democracia? Então, faz favor de votar!



Já muito antes do governo da Câmara Municipal cair, após a demissão de quase todos os vereadores do executivo camarário, já aqui neste blog perguntava-mos a vossas excelências se Carmona Rodrigues teria ou não condições para continuar à frente da Câmara Municipal, dado todo o clima de suspeição que sobre si recaiu ao ser considerado arguido na virtude da dedução, pelo Ministério público, de uma queixa contra si. Já nessa altura, era demais óbvio que Carmona Rodrigues não tinha condições para chefiar a maior câmara do país, nem aliás, jamais as teria tido!
Não duvido, ao contrário de muitos que insinuam e lançam suspeitas, da seriedade de um dos homens, do qual nunca me "chegaram aos ouvidos" nem murmúrios, nem sombras, que manchassem a sua honestidade; mas também sei, como muitos sabem, que Carmona não é um bom político, não é na verdadeira acepção da palavra um homem de estado, um homem que imponha autoridade e obediência, que seja determinado e seguro, que se saiba rodear e que acima de tudo não descanse enquanto não levar as suas ideias e projectos avante. Carmona não é isto! Carmona, é tudo menos isto. E consequentemente, por muito respeito que lhe tenha, não acho que seja (como aliás desde Abecassis nunca foram) o homem certo para presidir aos destinos da Capital. O lodaçal onde a Câmara se enfiou, é demasiado fundo, demasiado fundo para que se pudesse continuar com Carmona, demasiado fundo para até , quem sabe, sair dele.
Deixando de lado o já muito debatido "buraco" financeiro, as demais notórias dívidas de curto prazo a fornecedores, e as divulgadas desorganizações nos serviços da câmara... Gostava de falar-vos sim, do que simbolizou para mim esta governação do Eng.º Carmona Rodrigues.
Simbolizou, buracos nas estradas e lixo nos passeios nas zonas mais nobres e ricas da cidade, simbolizou pedras da calçada levantadas e espalhadas, furos nos pneus e suspensões estragadas, simbolizou estranhas obras paradas e inteiras fachadas eternamente entaipadas, prédios a cair e licenças por atribuir... Já me cheguei quase a ouvir dizer- que em Lisboa custa demasiado viver, e que dela, só quero fugir! E por estas pequenas, mas importantíssimas coisas não o perdoo.
Porque enquanto estas situações se arrastavam, enquanto a situação do arrendamento urbano na cidade permanecia igual, enquanto as obras no Terreiro do paço continuavam na mesma, almejando uma mirífica linha de metro talvez impossível, mas certamente perigosa de se construir, enquanto se deixava o Porto de Lisboa fazer o que quis e bem entendeu, enquanto as Associações de solidariedade social ficavam sem fundos para ajudar os que mais precisam, andava o Sr. a inaugurar túneis que não resolvem o problema desta gente todas, que nos invade a cidade com os seus carros e entope todas as suas ruas piorando drasticamente a nossa qualidade de vida, andava o Sr. a passear com um projecto milionariamente pago de um qualquer Guery nas mãos, andava a sua polícia municipal num frenesim de multas e bloqueamentos sem sentido, andava uma sua vereadora a instalara radares idiotas nas principais artérias, cujo único efeito prático que têm, não reside na sua capacidade para evitar desastres mas sim na sua irritante vocação para enervar ainda mais quem tem de circular na cidade (demasiado farto com a quantidade sempre crescente de carros que aqui circulam e não deviam circular) e criar mais lentidão e demora. Destas obras, para mim, foi feito o seu mandato. Com estas obras será lembrado, mas creio que as suas quedas se sobreporão ao vazio reformativo, que foram estes últimos anos na memória, daqueles que não se esquecem!

Venham daí, mais umas eleições! Domingo, não se esqueça, vá Votar! Pode não votar em ninguém, até porque talvez nenhum o mereça, mas Vote!

1 comentário:

Mestre de Aviz disse...

A questão está em quem votar. Dos 12 candidatos não há nenhum, na minha opinião, que reuna condições para ser Presidente da Câmara de Lisboa. Sendo assim, e, como acho que é nosso dever votar, o voto vai ter que ser num mal menor, nem que seja só para evitar que o Sr. Costa e os lacaios do Governo desgovernem mais uma parte de Portugal: a sua capital.

Melhores cumprimentos