terça-feira, março 20, 2007

O Regresso da Bruma



Cabe-me comentar o recente regresso de Paulo Portas, qual D.Sebastião por entre as brumas do desespero, que se dissipam num dia solarengo e de esperança. Temos de analizar este regresso com muita cautela, não com desconfiança ou malícia (como o fazem alguns pseudo-comentadores e políticos nacionais), mas sim com espectativa e objectividade.

A verdade é que nos últimos tempos a direita emergiu na sua crise mais profunda, desde o 25 de Abril, uma crise que só alimenta o egocêntrismo e cegueira demagógica do nosso Primeiro-Ministro. O Governo, por mais manifestações que se façam, por mais contestação e desespero que as suas medidas causem nos cidadãos, sente-se, por falta de uma oposição consistente que dê voz ao descontentamento, legitimado para fazer o que bem quer e lhe apetece! E sob pena desta "pseudo-democracia" descambar para uma ditadura em que Sócrates, impõe a sua vontade a todo um povo, que nada pode fazer contra esta democracia cada vez mais de fachada e contra uma sociedade pluralista e de direito moribunda.

Outra evidência, é que Ribeiro e Castro por muito correcto e políticamente integro que seja, porque o é, não tem o mesmo gabarito politico-populista de Portas. Essa é uma verdade demais evidente. Correndo o risco de o CDS/PP desaparecer, ou reduzir-se a uma representatividade irrisória, é necessário que aguém pegue no partido e o transforme num partido de direita, mas num partido de massas; pois a triste verdade é que actualmente, a não ser numa ditadura, não são as elites que decidem dos destinos deste país.

Acordando, em que a direita é importante e necessária para a saúde da nossa pseudo-democracia e para equilibrar um rumo que, no nosso país, tem sido demasiado esquerdista, Paulo Portas torna-se assim necessário!

Por muito que não se goste dele, por muito que haja para criticar na sua actuação política e na sua figura (como o novo estilo pintas, do solário e do blaser sem gravata), Paulo Portas é um grande político e mais do que isso, um convicto homem da direita portuguesa, sem medo de dizer o que pensa ou criticar o que se deve criticar, como a nossa constituição em grande parte marxista vinda do PREC... O homem certo e mais do que isso possível, para este momento difícil e conturbado do CDS e da direita portuguesa!

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