Aqui fica o programa:
domingo, janeiro 07, 2007
Encontros fundamentais na cidade de hoje
Aqui fica o programa:
Peregrinação a Fátima pelo Aborto
sábado, janeiro 06, 2007
Lisboa - Dakar 2007

Hoje começou mais uma edição do Lisboa-Dakar. Sonho com um dia poder participar nesta prova mítica do rally mundial, o que aliás julgo ser o sonho de todos aqueles que adoram viajar e guiar...galgar todos os muros,
Dentro de mim disperso -
Novembro, 1913
sexta-feira, janeiro 05, 2007
É indespensável mais participação cívica

É premente a necessidade de intervenção cívica, da parte de todos aqueles que se sentem revoltados contra o sistema, da parte daqueles que são ignorados e injustiçados pelas escolhas erradas de sucessivos governos e acima de tudo daqueles que, são deixados à margem e sentem que ninguém ouve a sua voz, muito menos uma classe política em que não se revêem e cujos reais interesses estão muito longe de serem as soluções para os problemas reais e concretos, deste país decadente que é Portugal. Levantem-se. Façam com que a vossa voz seja ouvida. Revoltem-se!
Como dizia um grande Professor meu: – “ Há que saber ter a coragem para ser inconveniente.”
Grupos de cidadania, protestos fundamentados, petições populares, reclamações administrativas, cartas para as câmaras, confrontos de ideias forçados com os políticos e governantes, tudo vale para tentar mudar este estado de coisas…
Nesta medida aplaudo a entrega de mais uma candidatura, com vista à formação de mais uma plataforma pelo não no referendo pela despenalização do aborto – o grupo cívico Não, Obrigada. Espero que a mobilização em torno do Não seja ainda maior, à medida que a data do referendo se vai aproximando. Assim o pedem, as causas justas.
Sindicato anúncia greve dos joagadores - Ridículo

podem desempenhar. Isto podia ser um argumento válido à quarenta anos, quando os salários eram incomparavelmente mais reduzidos, mas numa altura em que um jogador chega a ganhar milhões ao fim de apenas uma época, estes privilégios (porque é disso que se trata, estes regimes especiais) são claramente injustificados.Se fosse do governo eis o que dizia: Querem fazer uma greve??? Façam! Não é o estado que suporta os vossos ordenados, e são vocês que perdem ganhos com essa forma de luta. Será escandaloso se o governo recuar. Uma paragem do campeonato e das competições por mais longa que seja, justifica-se se for para restabelecer um pouco da justiça contributiva que falta no nosso país. Qual é a legitimidade que os jogadores têm, para virem reclamar um regime de excepção no que toca aos impostos, quando existem milhares de portugueses com rendimentos irrisórios e com o salário mínimo como única forma de subsistência, sujeitos a pagamento de impostos sobre esse mesmo rendimento?

Esta atitude dos jogadores é no mínimo de muito maus gosto, quando todos os dias assistimos a mais miséria nas nossas ruas… em vez de andarem de Ferrari e terem cinco ou seis casas, contentem-se com um bocadinho menos. Quantias que de qualquer maneira, para os seus rendimentos, são insignificantes.
Duas considerações sobre a execução de Saddam
A 1ª é que , a sua morte nada trás de positivo, ajudando a que se dêem mais passos para uma guerra civil no Iraque
A 2ª é que condenação á morte em si, é um acto bárbaro, que vai contra o primeiro direito de cada ser humano: o direito á vida
È aqui que eu quero chegar, ao direito á vida e a sua relação com a pena de morte.
Para mim que sou Cristão e Católico, acredito que a nossa vida está dependente de Deus, que ele o único com poder para no- la dar e tirar.
Mas todos os que não são, penso que concordam comigo, no ponto em que ela é só nossa, e que nenhum outro ser humano tem puder sobre ela.
Actualmente são pelo menos 70 os países que ainda não aboliram a pena de morte. Estes países são na sua maioria originários do Médio Oriente, Ásia, África e América Central.
A maioria dos países que ainda a praticam, são sub- desenvolvidos, onde impera na sua maioria um regime ditatorial ou, onde a democracia é só uma fachada. Há países ditos desenvolvidos e com um bom sistema político que inexplicavelmente ainda usam a pena de morte como sentença em alguns julgamentos, casos da Coreia do Sul, Japão, Singapura ou E.U.A .
Se quase todos os países do Mundo assinaram a carta de Declaração Universal dos Direitos Humanos, por que é que não cumprem o terceiro ponto que diz o seguinte: “Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.”
Que hipocrisia é esta?
A pena de morte, como sentença, não trás nada de novo antes pelo contrário só atrai mais morte; é um retrocesso para o Mundo.
A pena de morte é:
O assassínio premeditado e a sangue frio de um ser humano, pelo Estado, em nome da justiça.
O castigo mais cruel, desumano e degradante.
Um acto de violência irreversível, praticado pelo Estado.
É incompatível com as normas de comportamento civilizado.
É uma resposta inapropriada e inaceitável ao crime violento.
Voltando ao caso concreto de Saddam Hussein, parece- me que há aqui um factor que tem sido esquecido: o facto de a sua morte ser usada como uma arma política, os Estados Unidos quererem mostrar ao mundo que são capazes de assegurar um julgamento (que se pensa ser) justo para o antigo ditador iraquiano, esta condenação sabe- lhes a um prémio de consolação.A morte de Saddam irá fazer dele um mártir e um ídolo paras as futuras gerações, e isso trará inúmeros problemas aos E.U.A e ao Iraque principalmente. A partir de agora haverá muitos mais iraquianos dispostos a dar a vida em memória de Saddam, e de tudo o que ele representava, mas isto já toda a gente sabe
quinta-feira, janeiro 04, 2007
Boas Vindas Mariana
O Salvador, certamente os nossos leitores internautas, e eu, damos-te as boas vindas a esta ínfima gota de frescura e empenho desinteressado neste profundo mar de hipócrisia, ganância e apatia, no qual mergulhou esta nossa sociedade.
A lenta morte do nosso Mar

No outro dia soube que o estado japonês vai abandonar a I.W.C., uma organização internacional que tenta lutar pela conservação das várias espécies de baleias que habitam nos nossos oceanos. A que se deve esta eventual saída, a recusa deste estado a aceitar as recomendações deste organismo internacional? Resumidamente a história é a seguinte: Devido à pesca baleeira intensa, que se deu sobretudo no século XIX, numa altura em que por exemplo, os óleos extraídos das baleias eram utilizados nas lamparinas como fonte de combustível para iluminação, os seus dentes como fonte de valioso marfim, retirando-se da sua carcaça não apenas grandes quantidades de carne como o precioso âmbar, as várias espécies de baleias enfrentaram uma quase extinção; como resultado dessa diminuição drástica nos números, este organismo foi criado e a caça baleeira para fins comerciais foi proibida já em tempos mais recentes. 
O problema foi que o estado japonês, e nomeadamente a sua pesada frota baleeira continuou a permitir e incentivar esta matança até à extinção, refugiando-se na excepção prevista no tratado de que caçavam para fins científicos. Ora os resultados que apresentaram foram muito incipientes para centenas de animais mortos, e enquanto por exemplo os australianos (cuja industria do industria do turismo depende em grande medida, da preservação do meio ambiente e dos eco-sistemas exuberantes que a Austrália possui) investem milhares de euros na investigação de técnicas não mortíferas de estudo dos hábitos fisiologia das baleias, os japoneses ganham esses mesmos milhares matando e comercializando os produtos derivados das baleias.
Como se sabe o mercado japonês é especialmente devoto por iguarias raras, como a carne de
baleia, tubarão, tigre, e muitas outras espécies cujo futuro está seriamente ameaçado com a diminuição preocupante dos números das suas espécies. Como consequência desta enorme procura, gerando um negócio que envolve milhões, a caça ilegal é tolerada e as práticas cruéis e altamente destrutivas, seja a pesca intensiva com uso de redes muito
finas ou com recurso a cianeto e a explosivos seja a manutenção de ursos em cativeiro para produção de suco biliar (outra iguaria apreciada pelos orientais, vá-se lá saber porquê), enfim um sem número de situações, são lugar comum por parte dos muitos exploradores deste negócio multi-milionário. A destruição que os povos orientais, e em especial os japoneses porque são estes os com maiores recursos para se dedicarem à caça e pesca intensiva e industrial em larga escala é catastrófica, e está a comprometer de forma irremediável o futuro do nosso planeta e das gerações futuras; pois que comerão quando já não houver peixe para pescar? Peixe criado em aquários? Não é melhor um salmão selvagem do que um salmão criado com recurso a suplementos alimentares e hormonas? 
Os inconscientes dos japoneses escudam-se na ineficácia coerciva do direito internacional, e ignoram as recomendações e agora as condenações que a maioria dos estados vinculados ao tratado constitutivo da I.W.C., fizeram da sua caça comercial e lucrativa disfarçada de pesquisa bem intencionada. Como sabem que não sofreram qualquer sanção por incumprirem o tratado, ou por ignorarem as prescrições daquela organização, desprezando os mais básicos princípios de direito internacional do qual o pactum sunt servanta (os acordos/obrigações são para cumprir) é apenas um exemplo, continuam alegremente a sua dizimação de uma espécie inteira. A ineficácia do direito internacional, que se reflecte por exemplo na impotência de muitas organizações internacionais e até na mais “forte” entre elas a O.N.U., deriva exactamente da falta de poder coercivo eficaz concedido às organizações de direito internacional. Com efeito na maior parte das vezes, as deliberações dos seus órgãos e o cumprimento das normas dos tratados e acordos não podem ser impostos com recurso à força, coactivamente. A isto alia-se o facto de por serem constituídas por acordos de vontade e interesse entre os vários estados, estas não são
verdadeiramente independentes na prossecução do seu fim, vergando-se por vezes à mercê de certos interesses egoístas, principalmente da parte dos estados com mais poder no seu seio (os estados económica ou militarmente mais fortes – Como por exemplo o Japão).
É urgente a renovação do modelo de direito internacional, assim como a criação de organismos de direito internacional capazes de aplicar eficazmente o cumprimento das suas justas disposições, se necessário com recurso à força (económica ou militar), mesmo contra os países poderosos e influentes, aqueles que paradoxalmente mais incumprem as suas obrigações internacionais e com a humanidade. É urgente dar um âmbito mais fundamental a todas as preocupações ambientalistas, e lutar para que seja dada a devida atenção aos elementos naturais do nosso planeta! Para nosso próprio bem…Lembram-se do protocolo de quioto? Que se pode lembrar, se muito pouco ou nada foi feito?

O Simples Prazer das Coisas Simples
Gostava de demonstrar a importância das coisas simples, aliás, vou deixar uma imagem falar por mim:
Digam-me se há coisa mais simples para estes bebes (além de comer e dormir)? Porém tornou-se símbolo Mundial de Paz!
Quando estamos com alguém que gostamos há coisa mais simples que beija-lo/a? Mas se não o fazemos faz uma falta tremenda não é? Pois, talvez seja esse mesmo o segredo das coisas simples, o quão essenciais são; embora muitas vezes não lhes demos o devido valor são as que mais custam perder. Ouvi no outro dia dizer que as casas nascem de baixo para cima, mas morrem de cima para baixo; as coisas simples são como o chão das casas, nem reparamos nele mas sem chão nada existe!
Os cinco sentidos por exemplo, tão inerentes à nossa condição, mas se experimentarmos percorrer a casa de olhos fechados facilmente compreendemos que lhes devíamos dar mais valor; ou quando partimos uma perna e somos forçados a andar de muletas, subir dez escadas parece levar uma eternidade não é? Ou quando ficamos gravemente roucos e a voz já custa tanto a sair que mais vale não falar, ir a um café pedir um galão torna-se um desafio!
Mas há tantas que no dia-a-dia nem reparamos: passar na rádio uma música que gostamos tanto e por vezes já nem nos lembrávamos, mas traz tantos momentos à cabeça; sermos merecedores de um segundo olhar de um desconhecido giro (a) na rua; sentir a diferença entre uma coca-cola de pressão e uma cola normal; rir de nós próprios; ficar na cama a ouvir a chuva cair; por nada recordar um momento e rir sozinho no meio do metro; ouvir alguém acidentalmente falar bem de nós; fazer figura de louco com os amigos de sempre; um chocolate, um chá ou um café quente; encontrar uma nota numas calças que não se vestia há tanto tempo; um balancé; um novo amigo; ver o nascer ou o pôr-do-sol; um duche quente; encontrar um miúdo que parece tão rebelde como éramos; ouvir os amigos rir; ir jantar a casa de alguém e ser a nossa sobremesa preferida; andar só “por aí”; a marca simples das pessoas por exemplo um beijo no ombro; gelado de baunilha ou chocolate; apanhar o comboio no último minuto; uma cerveja gelada; rir até doer a barriga…
Tantas vezes bastam para mudar um dia e tão poucas se repetem que gostava de convidar todos os que lerem este post a deixar um comment sobre uma coisa simples que se lembrem, não só porque vou gostar mas principalmente porque vos fará sorrir
domingo, dezembro 31, 2006
Execução de Saddam Hussain

1º-A todos vós americanos, com a mania que são “cowboys”( ou seja todos aqueles que não têm qualquer espécie de moral ou consciência, e contribuíram para o governo do déspota Bush): Who do you think you are? Were your people indicted by God himself to police the world? Do you really think you have the right to impose your view of justice to the rest of the world??? You self proclaimed human rights paladin’s, one day you shall be punished for your hypocrisy, ignorance, and greed! Because before the ultimate justice, that is God, there’s no escape. Com a desculpa de que entregaram Saddam à justiça iraquiana, tentam excluir responsabilidades na sua execução por um método tão barbárico como o enforcamento, mas a verdade é que se defendem os valores da justiça e dos direitos humanos, poderiam ter retirado Saddam do iraque e entregá-lo ao Tribunal Penal Internacional para que aí sim prevalecem-se os valores ocidentais que dizem defender...
2º- Tenho ouvido muito nos últimos dias a opinião, de que quem era contra a execução de Saddam era insensível aos crimes que tal pessoa cometeu. Este argumento não podia estar mais errado e só demonstra a ignorância de alguns. Sim Saddam era um monstro. Matou sem misericórdia centenas de Curdos, rebeldes no seu território apoiados pelo Irão e outros países muçulmanos radicais, mas ainda assim seres humanos, cujo direito à vida é portanto inalienável e deve ser portanto protegido a todo o custo, castigando severamente a violação (sempre, a não ser em casos muito excepcionais, injustificada) do mesmo. Saddam merecia ser julgado, merecia um castigo pelos crimes contra a humanidade que cometeu, a justiça assim o pedia. Não que com a sua condenação a justiça (entendida como ordem objectiva a realização do justo ou iusto summ, dando a cada um o que é seu) fosse reposta, pois uma vida humana jamais é recompensável.
Mas a sua conduta, para que não houvesse uma grave perturbação na ordem e paz social, para cujos fins do direito se orientam rectamente, era necessário um castigo. Acima de tudo era necessário o afastamento do perigo que tal indivíduo representa para a sociedade, ou através da sua reeducação ou através do restringimento da sua liberdade de acção, o que facilmente se conseguiria com a pena de prisão perpétua! Se a regeneração de certas pessoas é considerada impossível por muitos, condenavam-no a prisão perpétua. Para mim é sempre possível o arrependimento e a redenção, pois o homem é fruto da sua razão mas também das circunstâncias, e nenhum ser humano, mesmo nenhum é feito de mal puro…as suas acções têm sempre uma causa, e uma justificação, independentemente de esta ser objectivamente errada ou não. Mas não será o encarceramento vitalício castigo mais do que suficiente? Algum de nós pode imaginar sequer o que deve ser, ficar privado de um dos maiores dons que Deus nos deu, o dom da Liberdade, até ao fim dos nossos dias? Passar o resto da nossa vida numa cela iraquiana, sem esperança de um dia sair, sem nada a que nos agarrar, contemplando nos nossos erros por toda uma perpetuidade? Ninguém se pode arrogar do direito sobre a vida de um outro ser humano. Sob pena de todos os nossos valores ruírem, esse valor, o respeito inviolável por esse maior entre todos os direitos, deve ser defendido como o direito de cada um a existir independentemente de todos os condicionalismos. Direito esse que é inseparável da pessoa humana, pois é inerente à sua condição, e por se tratar da sua vida única e irrepetível, condição essencialíssima da sua existência e realização terrena. Direito do qual derivam, todos os restantes direitos e do qual a nós não nos compete dispor. Se não reconhecemos este Direito aos outros, não reconhecemos nenhum direito ao ser humano enquanto tal, sendo então todos os direitos fruto de privilégios e condicionantes socio-políticos; mas se o reconhecemos, como fruto da mera existência corpórea humana, temos de o entender na sua verdadeira essência, na verdade constante do seu carácter indisponível e apartado de todo a arbítrio humano – o primeiro de entre todos os direitos.Os E.U.A., que se julgam detentores da verdade, procurando impor o seu domínio económico, sob uma fachada de paladinos do Bem, vão acabar por serem vítimas dos seus próprios erros. Da sua própria hipocrisia, que enquanto proclamam os valores da justiça, do estado de direito e dos direitos humanos, executam prisioneiros depois de julgamentos que decorrem como farsas “para
inglês ver” ou nem isso, no caso daqueles alegados “terroristas” que de vez em quando aparecem mortos depois de uma operação militar (mais conhecida por bombardeamento ou ataque surpresa cobarde), e torturam indiscriminada e alegremente prisioneiros que nem direito a julgamento ou direitos perante a lei têm… É isto uma amostra do desenvolvimento? Do Bem que todos deveríamos almejar para as nossas sociedades? Que acabe a conivência da comunidade internacional para com o neo-imperialismo americanos e a sua distribuição de justiça vingativa (baseada no olho por olho, dente por dente” - lei de Talião) de uma vez por todas! Que se oiçam os apelos daqueles que lutam pela vida humana, sob toda a sua forma ou condição, e se acabe com esta visão retrógrada do querido valor da iusticia que custou tanto a conquistar para a sociedade ocidental, para que se construa cada vez mais uma ordem e paz social verdadeiras assentes no respeito e solidariedade entre todos os países e todos os Homens. domingo, dezembro 24, 2006
Um Santo Natal
sábado, dezembro 23, 2006
Iluminações de Natal
Apesar das ilumicações serem de motivos laicos que apelam ao consumo, não é isso que mais me errita( pois posso viver bem com isso, apesar de achar um oportunismo por parte dos comerciantes e do governo), mas sim o facto de elas serem aos milhares!
Concordo que elas dão vida a uma cidade, tornando- a alegre e festiva, mas será que não serão em demasia??
Elas estão em todo o lado, mesmo nas zonas onde o comércio é mínimo, já para não dizer ixesistente. Não será isto um desperdício de dinheiro das câmaras?
As câmaras estão todas a contas com pacivos exurbitantes, e há decertesa melhores maneiras de aplicar os rios de dinheiro que com estas iluminações são gastos.
Há uns anos para cá, o Terreiro do Paço têm por altura do Natal a maior árvores de Natal da Europa! Isto é muito giro, tirando a parte em que cada vez mais os bancos cobram dinheiro pelos cheques, transferências bancárias, ou todo o tipo de operações que exercem.
Sendo esta árvores de natal patrocinada por um banco....
A função da lei criminalizadora do aborto

Pessoalmente penso, que as penas criminais tem uma função mista e
muito abrangente, podendo ser reconduzíveis a todas essas funções, consoante a natureza do crime e do agente do mesmo. Mas para mim a função mais importante, será aquela menos evidente para a maior parte das pessoas, a função de zelar pela moralização e bons costumes de uma comunidade. Se bem que em certa medida, não há senão que concordar com o grande Sr. Professor J. Baptista Machado quando disse: “Uma excessiva tutela de normas morais pelo Direito corre o risco de se converter numa tutela moral da Sociedade pelo Estado, numa tutela capaz de propiciar uma pedagogização da mesma sociedade e de promover a intolerância geral”; também é verdade que compete ao Estado, numa sociedade moderna cada vez mais hostil a qualquer tipo de profundidade ou valores, lutar por preservar os bons costumes e a paz social, através da protecção jurídica dos direitos, deveres e bens, usando das suas normas coercivas para evitar o caos e a desagregação em que a comunidade cairia, caso se encontrasse completamente desprovida de valores. A procura de um bem comum, de um desenvolvimento a todos os níveis de uma comunidade, agregada em torno de um mesmo sistema de normas não é de todo incompatível com a tutela dos direitos do individuo. Pois não nos podemos esquecer, que se a liberdade individual deve ser preservada, a liberdade de cada um acaba onde começa a
liberdade do outro, e com os direitos vêm necessariamente deveres, porquanto o primeiro deles é respeitar a liberdade de outrém. O Homem vive essencialmente na sociedade e é tanto individualmente como colectivamente, que se realiza. Precisa que tanto que a sociedade na qual se integra, proteja os seus direitos e a sua liberdade, como tem com ela deveres irrenunciáveis, de modo a que todos e cada um possa usufruir dos seus benefícios e da paz que essa ordem jurídica confere. A medida desses direitos de liberdade será objectivamente igual para todos, pois o constrangimento da liberdade de cada um só é legítimo se a medida do mesmo for igual para todos. Caso contrário o egoísmo de cada um consumiria inevitavelmente a sociedade, que deixaria de ser sustentada na restrição recíproca de direitos e deveres, para passar a assentar na tirânica usurpação por alguns de todos os direitos e na exploração dos mais fracos, onde todos se tentariam libertar dos deveres para com a comunidade, que consequentemente deixaria de existir enquanto tal. A definição de Direito de Kant é disso mesmo explicativa: “O Direito é o conjunto das condições graças às quais a faculdade de agir de cada um pode coexistir com a faculdade de agir dos outros em conformidade com uma lei universal de liberdade”.É por isto mesmo que concordo com o Sr. Professor Germano Marques da Silva quando disse: “Também é condição da própria vida democrática que na comunidade estejam bem vivos a moral e os bons costumes, o que o Direito por si só não pode garantir. Como não desculpar os delinquentes quando o cinema e meios de comunicação social convidam à agressividade, à desvergonha e escarnecem quotidianamente a moral social. Como podem ser credíveis as normas incriminadoras quando se proclama a legitimidade de certas formas de criminalidade intrínseca, como o aborto e a eutanásia? Quando os maiores criminosos são frequentemente apresentados como heróis ou vitimas?”. Lembram-se dos recentes distúrbios em Paris, causados por jovens de bairros da periferia, de que algumas destas imagens são representações?
Será por todas estas razões correcto eliminar uma lei, apenas porque as mulheres que praticam o aborto são consideradas umas perseguidas, pelos adeptos da descriminalização e pela comunicação social, que como todos vemos é sempre adepta da infâmia, da ilegalidade e da libertinagem e da liberalização face à proibição (quem sabe se por causa dos supostos “traumas” que sofreu com a censura)? Ou porque as forças de coação, como a polícia e os tribunais, são incapazes de acabar com as constantes violações à lei? Se é verdade que não pode ser o Estado a impor a
moral à sociedade, verdadeira é também a sua função de polícia do cumprimento dos bons costumes e das leis positivas, que são algumas derivadas dos grandes princípios da moral e da lei natural preexistentes e hierarquicamente superiores às primeiras. Mesmo que rejeitem a existência de um ser humano, cujo direito à vida está a ser posto em causa com a legalização do aborto, e portanto cuja possibilidade de dispor da sua liberdade está a ser exterminada de raiz, o reconhecimento pela consciência humana da reprovabilidade de tal acto é incontornável. Consequentemente, dada a inegável violação de importantes princípios apreendidos pela razão, superiores e existentes independentemente da sua prescrição em leis promulgadas pelo governo dos homens ou não, a sua repressão torna-se imperativa para evitar o desmoronamento da comunidade.Porque sem os seus valores, sem a defesa dos mesmos, sem a punição de quem os infringe e sem a reprovação social desses mesmos actos infractores, a sociedade enquanto lugar de realização do homem, através da promoção dos seus direitos não tem razão de ser. Temos claramente é de criar as condições necessárias para que a lei possa ser aplicada coercivamente, a quem infrinja qualquer disposição legal e não revogar a lei permitindo actos imorais que só levam à maior degradação dos valores, só porque os crimes continuam a acontecer e não são evitados ou prevenidos. Quem usa o argumento falacioso de que apesar de ser proibido, vão continuar a acontecer abortos clandestinos em vãos de escada por isso mais vale legalizá-lo, porque é melhor para a saúde das mulheres, como se a mulher fosse a única vitima nesta sem sombra de dúvida realmente dramática situação, não faz qualquer sentido. A lei serve nem que seja como uma indicação para os
membros da comunidade, daquilo que devem ou não fazer. Serve para que aqueles indivíduos que têm a sua consciência deformada, ou indistinta a separação entre o bem e o mal, terem linhas de orientação e evitarem os actos que a infringem, prevenindo assim a deterioração do bem comum, da paz, ordem e desenvolvimento da sua sociedade. É nesta vertente, que se dá a função moralizadora da lei a conhecer. Não como impositora da moral à sociedade, mas como preservadora dos valores da moral humana. Valores que assentam na dignidade inerente a qualquer ser humano, só pela razão de o ser (uma ordem de príncipios superiores e organizadores de toda a acção humana, acção que com eles se deve conformar) -direito natural. Prevalecente mesmo contra certas vozes dissidentes dentro de si, que já não partilham erradamente desses mesmos valores e pretendem impor a sua desmoralização à restante sociedade ou sobre as leis injustas (criminalizadoras ou descriminalizadoras) e as ditaduras (da maioria ou não), que afrontam esses grandes príncipios fundamentais da nossa própria natureza.quinta-feira, dezembro 21, 2006
Laicização, agora também do Natal

Assistimos constantemente a uma laicização, da sociedade e do mundo, feita por aqueles que consideram a religião, e tudo o que a ela se encontre minimamente ligado, como um dos grandes males do mundo. Karl Marx disse: ”A religião é o ópio do povo”. Era completamente doido. A função tranquilizadora e orientadora das instituições religiosas e das religiões em si, primeiro não é a única das suas muitas funções, e depois não é de todo negativa, antes pelo contrário, funciona como um factor de agregação e de identificação na procura de um fim comum – Uma sociedade melhor e mais justa. A exclusão do papel importantíssimo da Igreja Católica Romana, porque é esta confissão a quem tem realmente em Portugal uma expressão significativa e um significado histórico insubstituível, não será, ao contrário daquilo que muitas pessoas pensam, uma acontecimento positivo para o aperfeiçoamento da nossa sociedade. 
Porque é significado de modernidade, o uso indiscriminado do argumento da “tolerância” para acabar com todas as demonstrações e sinais públicos de uma religião, ou mesmo de uma qualquer convicção. É a Liberdade de Expressão Vs igualdade e tolerância (ambas entendidas pela maioria num sentido impróprio, levadas ao extremo). Sinceramente, não sou contra nenhuma outra confissão religiosa, nem contra o ateísmo, apesar de achar este último desprovido de razão de ser, pois está diante dos olhos de quem está disposto a ver a existência de algo superior a nós, algo anterior a todas as coisas. Mas é ridículo que usando ignorantemente do argumento: -“Não queremos ofender outras sensibilidades!”, se tire da vida pública qualquer expressão do verdadeiro significado do Natal. Sim, o natal entre nós não é uma qualquer festa pagã, mas sim a celebração do nascimento de Deus feito Homem que veio ao mundo para nos salvar e morrer por nós. A nossa festa, em sintonia com a exaltação de todo o céu, pelo nascimento daquele que veio para nos salvar, revolucionando todo o mundo a partir do coração de cada um! A celebração desse Verbo feito homem, adorado por todos dos mais simples aos mais poderosos, nas condições simples do seu nascimento, é a verdadeira razão da existência do dia de Natal. Ou por acaso
acham, que deve ser apenas mais uma desculpa para saciar o nosso consumismo desenfreado, mais uma desculpa para as lojas fazerem dinheiro, mais uma desculpa para todos tirarmos umas férias??? O Natal não é isso. Nem sequer é uma desculpa, para sermos mais caridosos ou mais capazes do perdão e da reconciliação; isso são qualidades que deveríamos exercer durante o ano todo, não pode ser só no Natal que nos lembramos do amor que temos para dar. O Natal é um dia de festa Católico, e assim se deveria continuar a preserva-lo, sob pena de perder o valor do seu significado, e se tornar em mais um dia vazio desprovido de qualquer valor, um entre outros tantos desta sociedade superficial. Que sensibilidades estaremos a ofender, se dissermos claramente – É isto que o Natal é, é assim que deveremos celebrá-lo. Quem não é católico, que se renegue à não celebração do Natal, à celebração do mesmo na sua forma pagã, ou pelo menos à não interferência ou obstrução à festa que este dia merece, pela proclamação do seu significado.Notei neste triste acontecimento quando reparei, que já não existem quase cartões de Bom Natal nas papelarias com motivos religiosos, que substituíram os desejos de “Bom Natal”, tanto nos letreiros como nos cartazes e até cartões de Multibanco, por desejos de “boas festas” (em inglês, “Merry Cristmas” pela futilidade do “Happy Hollydays”), e finalmente, mas não menos grave, a
ausência de todos e quaisquer motivos religiosos das iluminações de Natal Públicas (com excepção das fachadas de algumas igrejas, que negociaram essas iluminações a muito custo com a nossa desrespeitosa autarquia). Todas estas coisas são inaceitáveis!!! Estaremos nós a renegar as nossas tradições, as nossas raízes e o peso de séculos de história, apenas para apaziguar alguns “tolerantes” sôfregos e ignorantes, eles próprios uns intolerantes na sua vendetta por forçar a igualdade entre todos, sem se aperceberem que o valor da igualdade não está na procura da igualdade de facto, mas sim na preservação da diferença naquilo que é efectivamente diferente, e no tratamento justo e análogo daquilo que é semelhante… A realidade que têm de aceitar necessariamente, é que não somos todos iguais. É, simplesmente isso. Mais importante que o direito à igualdade é nos nossos tempos, o direito à diferença e à sua livre expressão, seja em privado seja publicamente.Na realidade, os extremistas são aqueles que querem restringir qualquer sinal exterior das crenças legítimas de cada um (neste caso da maioria da população portuguesa), como aconteceu no infame episódio do véu em França. Quanto mais despirmos a sociedade dos seus valores, mais retrógrados seremos, não o contrário. E estas atitudes irresponsáveis, terão impreterivelmente de ser corrigidas caso contrário, as consequências é no nosso futuro que se reflectirão.
A única coisa que conseguem é, desagregar mais esta sociedade já de si apática e em crise, e incentivar a ira daqueles que se sentem profundamente ofendidos por estas decisões injustificadas e elas sim, verdadeiramente discriminatórias e vexatórias. Levando apenas ao aumento da intolerância e do extremismo, devido à revolta que provocam inevitavelmente no seio das comunidades religiosas. Ora exactamente o contrário, daquilo que diziam pretender alcançar… Não é irónico o Mundo e falsas as aparências das suas sociedades?

terça-feira, dezembro 19, 2006
Mais uma greve


Respondendo a um amigo meu, quem me acusou de ser incrível e um extremista, digo apenas isto: Aquilo que merece uma dura crítica minha, independentemente da possibilidade de realização destas greves e protestos (cuja justeza não me cabe a mim, agora, apreciar), é a paralisação que estas formas de luta causam no país e os seus desastrosos efeitos na nossa economia. A grave interferência, no regular funcionamento da vida quotidiana dos nossos cidadãos, assim como no decorrer normal de toda a actividade produtiva e comercial é intolerável. Não quero com isso afirmar que todas as greves, numa atitude opressora, deveriam ser proibidas. Apenas acho, que em alguns sectores de actividade, nomeadamente aqueles que se provem indispensáveis para o regular funcionamento das instituições e serviços essências, de maneira a não afectar o desenrolar da vida e actividades económicas, as greves (ou outras quebras injustificadas na produção ou fornecimento de bens e serviços) deveriam ser fortemente restringidas. Falo apenas, como é óbvio, do sector público. Pois no sector privado impera em principio a liberdade de acção, tanto dos empregadores, como dos empregados. Até de uma perspectiva democrática pergunto, qual é a coisa mais importante: Uma luta por uns quaisquer direitos laborais ou o bem-estar da comunidade, o seu direito à paz e normalidade para se poder desenvolver?

Que aconteceu à requisição civil? Se não querem restringir o direito à greve de determinados grupos, já noutros como a polícia, exército, os bombeiros e profissionais de saúde, esse direito deveria ser ou é totalmente proibido (dada a vitalidade das funções desempenhadas por esses elementos), recorram a este meio de assegurar o funcionamento dos serviços essenciais. É impopular restringir o direito à greve, tal como recorrer à requisição civil para manter os serviços a funcionar. Mas ela deveria ser compulsório para o governo, pois como se vê os transportes alternativos, aqueles autocarros ao serviço do Metro, são claramente insuficientes. Já para não falar no trânsito infernal, que toda esta situação causou. O que não deveria acontecer num país minimamente civilizado e desenvolvido, era sim este caos, esta desordem causada por uma interrupção inaceitável do fornecimento de serviços públicos às populações. Se existem já formas de resolver e evitar, toda esta situação, usem-nos. É esse um dos deveres do governo de um país – zelar pela ordem e bom funcionamento dos serviços, que presta aos contribuintes.
segunda-feira, dezembro 18, 2006
45 anos desde a ocupação dos territórios de Goa, Damão e Diu

actividades ilícitas que estiveram por detrás da compra da independência feita pelas milícias terroristas africanas a alguns corruptos dirigentes revolucionários e pós-revolucionários (do que afirmo, tenho provas testemunhais que envolvem não só Almeida Santos como Mário Soares esses traidores da pátria, que não mereciam senão estarem presos e bem presos). Mas onde a história começou foi em Goa, Damão e Diu, bocados de Portugal encravados na Índia recém independente do Império Britânico, ainda durante o Estado Novo. No dia 18 de Dezembro de 1961, tropas da União Indiana ao comando do governante o Sr. Pandit Jawarlal Nehru, que se dizia discípulo de Ghandi e “supostamente” um pacifista, entram em confrontos com as forças indo-portuguesas estacionadas nos territórios. Estas apesar dos valorosos esforços, devido à sua esmagadora inferioridade numérica, ao seu reduzido arsenal e escassez de meios e mantimentos rendem-se no dia seguinte no decorrer da tarde. Salazar há-de ficar conhecido pelo notório telegrama que enviou ao governador, incitando à resistência histórica, pois para os territórios fundados pelo valoroso Vice-Rei Afonso de Albuquerque só estava reservado um destino – A pertença ao Mundo Português. Implicasse isso, uma vitória memorável ou uma derrota corajosa. A verdade foi que era totalmente
impossível à metrópole enviar reforços em tão reduzido tempo, não dispúnhamos dos meios nem dos recursos para nos envolvermos numa luta de resistência, por muito digna e legítima que ela fosse.Temos de ter em conta o contexto da época, ou seja o começo da apelidada Guerra-fria entre as duas super potências dos E.U.A. e da U.R.S.S., em que cada uma lutava pela supremacia do mundo e pela disseminação da sua ideologia (liberalista por um lado, comunista pelo outro). Não vou agora falar do hipócrita papel que tiveram nas guerras de guerrilha nas províncias ultra-marinas (fica para outro post), mas a verdade é que cada uma apoiava com armas, logística e fundos, lunáticos revolucionários que pretendiam a separação dramática desses territórios das antigas potências do “velho continente”. Tendo em vista a criação de governos fantoches, regimes satélites que fossem ou pró-ocidentais ou pró-comunistas. Ignorando o verdadeiro direito à auto-determinação, passando por cima da própria vontade popular, exercendo pressão e medo, assim como campanhas de propaganda falaciosa sobre as populações, enganando tudo e todos sob falsos pretextos e falsas intenções. A
situação Africana e Asiática actual, é da directa responsabilidade do Kremlin e da Casa Branca, e um dia por isso irão ser julgados. As coisas horrendas e o mal que fizeram, e cuja possibilidade de acontecer provocaram (guerras civis, fome, corrupção, sub-desenvolvimento, exploração, etc….) com as suas disputas de poder (um, de direito próprio, chamado neo-colonialismo) irão um dia ser contabilizadas na sua responsabilização, ou assim o espero…Ainda assim, Portugal pediu a intervenção das Nações Unidas. Estes territórios eram de facto, territórios legitimamente administrados por Portugal, de acordo com a Resolução 1542 (XV) desta mesma instituição internacional. Apesar disso a União Indiana, ignorando e desprezando publicamente as Resoluções da Assembleia-Geral das Nações Unidas 1414 (XV), 1541 (XV) e 1542 (XV), lança uma vasta ofensiva militar contra os territórios soberanamente governados por Portugal. Um grande Sr., o Professor Quincy Wright, afirmou nessa altura que a então paralisia dos Estados membros, o seu implícito apoio a esta acção violenta através, da abstenção de agir concretamente ou tomar medidas mais severas que uma mera resolução de advertência do Conselho de Segurança, foi o fim da O.N.U.. A partir desse momento, quando a União indiana agiu desrespeitando a vontade da Assembleia-Geral, todas as regras de direito internacional, e a própria Carta das Nações Unidas, não sendo por isso penalizada e a sua conduta corrigida, a O.N.U. perdeu a sua dignidade e poder.
Para passar a ser apenas, aquele marasmo de hipocrisia e aparências que é hoje em dia. A partir desse momento, deu-se o falhanço total e completo de mais uma tentativa, de mais uma organização, para a defesa da Paz entre os Estados do mundo.Não falo como colonizador. Falo, como irmão dos nossos concidadãos desses territórios injustamente ocupados! Não me julgo superior, nem me julgo no direito de por eles pensar. Mas por acaso a sua opinião foi tida em conta, aquando da independência? Será que a queriam? Será que queriam a auto-determinação? Ou mesmo, a autonomia? A sua subjugação à União Indiana foi, isso sim, feita por interesse. E desde então, o Estado central tem criminosamente levado a cabo uma encoberta batalha de destruição da identidade própria dos povos destes territórios, tentando destruir as suas influências, as suas tradições, as suas heranças e
legados histórico-culturais. Recomendo a visita a estes sítios, para que possam constatar a indignar de muitos indo-portugueses com a anexação pela União Indiana destes territórios: http://www.geocities.com/prakashjm45/goa/?200619 e http://www.goancauses.com/. Não foi visível o seu sentimento na altura do europeu de futebol? Como dizia, talvez um dos maiores portugueses de sempre “A minha pátria é a língua portuguesa”. São portugueses de alma e isso, ninguém pode apagar.É tempo de acabarmos com esta vergonha. De pararmos de ignorar. De reunirmos esta grande pátria! As injustiças têm de ser combatidas e os responsáveis responsabilizados. As nossas heranças, o nosso passado e património nunca serão esquecidos, por muito que tentem. E um dia, o futuro, a história e os portugueses providenciarão para que se faça justiça!

domingo, dezembro 17, 2006
Série de conferências nos Jerónimos

Como já tive oportunidade de referir, esta discussão é das mais pertinentes actualmente e das que carece de uma solução mais imediata. O Estado social há muito que entrou em crise, e é demais evidente que assegurar todas as funções sociais que o estado moderno chamou a si após a Segunda Grande Guerra se tornou incomportável, ainda para mais atendendo aos especiais condicionalismos materiais e económicos do nosso país; portanto a redefinição das funções que queremos que o Estado desempenhe, e aquelas que ele mesmo tem efectiva capacidade para desempenhar, torna-se imperativa. Só então se poderão efectuar todas as reformas profundas, que o país necessita e que o Sr. Sócrates tem vindo a fazer de qualquer maneira e muito superficialmente, nomeadamente a mais urgente - a da Função Pública.
Como de custume neste País, as reformas são mais fogo de vista do que outra coisa, e todas as reformas deste executivo irão-se mostrar insuficientes ou mesmo fúteis na modernização e enriquecimento de Portugal. Com efeito, como se pode discutir que funcionários públicos despedir, quando não se sabe: que organismos são necessários, que repartições são precisas para atender às populações, que serviçoes deve o Estado prestar ou entregar à actividade privada, etc....
A entrada é gratuita. Aconselho vivamente a activa partcipação nesta discussão, tão importante para o nosso futuro, e principalmente par o futuro das gerações vindouras. Se não queremos que o nosso País continue na cauda da Europa, cada vez mais próximo da bancarrota (Em constante déficite desde o 25 de Abril, com alguma atenuação nos governos do Sr. Professor Cavaco Silva), temos de acreditar no serviço público, entendido como a vontade de cada um de nós em contribuir para a melhoria do nosso modelo de Estado e governo, com as nossas críticas, ideias e acções. Participem nesta discussão!!! Nem que seja comentando este post, ou outro qualquer neste blog que desperte a vossa atenção, vontade de debater, de se expressar e de construir.
sábado, dezembro 16, 2006
Parem de nos Perseguir!
Há em cada um de nós a convição de que: devia jogar o jogador "x", em vez de "y", de que aquela táctica se adapta melhor as caracteristicas desta equipa, ou que fazemos melhor que aquele jogador.
Concordo com tudo isto e não são raras as vezes em que estas ideias me passam pela cabeça, pois cada um de nós tem livre- arbitrío e é livre de pensar da maneira que se quiser.
Como bom treinador de bancada gosto de justificar as minhas posições e fazer os meus amigos amigos acreditar nas minhas escolhas, só não gosto é que exista o hábito de haver gente que diga mal dos "treinadores de bancada".
Se há quem comenta a vida de terceiros, por que é que não se pode conspirar contra determinada táctica?
Um treinador de bancada está no seu pleno direito de prostetar contra as decisões do treinador e também do árbitro, pois está plenamente convecido da sua razão!
Espero que em Portugal se deixe de perseguir esta parte integrante da sociedade portuguesa, pois ela contribui para uma troca de ideia e opinões, estimulando uma boa discução, embora que ás vezes possa não acabar da melhor maneira.
sexta-feira, dezembro 15, 2006
Juan David
Este míudo é tal como muitos outros da sua idade, de origem humilde tendo nascido no bairro de Barranquilla e ao que parece começou logo a deslumbrar aos 3 anos, quando ainda mal falava.
A todos os que quiserem comprovar esta notícia vão a este link: http://www.sportugal.pt/noticia.php?noticiaID=12384 e vejam por vocês prórprios.
Apesar das inequívocas qualidades deste míudo a sua história pode tornar-se igual á de tantos outros, que por não terem quem lhes assegure um crescimento estável, com os pés assentes na terra acabam por perder- se ainda sem chegarem aos 20 anos. E os que por esta idade passam é lhes difícil chegar mais longe, pois têm todo um mundo que os pressiona a serem os melhores, pois sempre foram vistos como sendo os melhores, uma nova promessa, o novo maradona e acontece que acabam por desiludir e são escorraçados para um qualquer clube secundário.
Estes míudos são contratados bastante cedo pelos grandes clubes europeus e não são raras as vezes que ficam pelo caminho, por falta de adaptção devido ás mais variadas situações, como as saudades da família, a não integração no clube, ou a lenta adaptação ao estilo de futebol praticado nesse clube.
Para um jogador conseguir passar por isso é necessário ter muito apoio familiar, do empresário, do clube e são raros os jogadores reunir estas condições e manter a fasquia alta.
São estes jogadores, os que mantêm as expectativas elevadas que acabam por se tornar nos melhores do mundo. Temos por exemplo os casos de Andersson (o novo Ronaldinho), Ronaldo, Messi, entre outros.
Para além destes há também os que começam por baixo chegando ao patamar mais alto do futebol mundial como os casos de Deco(rejeitado pelo Benfica e integrado no Alverca) ou Ronaldinho (começou no PSG, um clube relativamente modesto) ou Cristiano Ronaldo.
Por alguma razão estes jogadores são considerados dos melhores do mundo; porque conseguiram sempre superar as adversidades e sempre lidaram (relativamente) bem com a pressão.
Porém acontece que ela nunca chegou tão cedo como chega agora a este jovem de apenas 5 anos!
O futebol está cheio de cados de jovens que acabam por se perder aí em qualquer esquina do sub- mundo.
Espero que para bem do futebol Juan David seja mais um caso de sucesso, e tenha sempre ao pé de si uma estrutura estável que lhe permita tomar as melhores decisões para a sua carreira, não defraudando as expectivas postas em si e chegando quiçá a melhor do mundo.
Que Juan David seja um bom e não um mau exemplo do que se deve fazer e as quais as condições necessárias para chegar onde chegou.
Visão "modernaça" da convicção cristã

aleria e tranquilidade para os homens. A cada dia que passa, essas palavras representam melhor a triste realidade do nosso mundo. Este mundo ateu induzido nas nossas mentes ao longo de décadas de propaganda anti-religiosa, crença desmensurada nas maravilhas da ciência e por um violento laicicismo forçado de toda a vida pública, não gera em mim só por si uma indignação tal que eu precise forçosamente de o críticar. A religião sempre foi e sempre será, uma escolha pessoal. As escolhas que fizémos no passado, e o afastamento da Igreja (de que a perda de influência no protocolo de Estado, decretada pelo Sr. Sócrates, é um exemplo) de quase toda a vida pública foi um erro, e como tal deveria ser remediado; quanto à crença na plenitude da ciência, na capacidade de com a ciência se explicar todas as coisas do Universo, do príncipio ao fim dos tempos, dos micro-organismos à perfeita complexidade do Homem começa a entrar em decadência, depois do seu apogeu no século XIX após a revolução industrial. O povo
que por vezes aparenta ser mais ignorante do que aquilo que realmente é, começa naturalmente a aperceber-se de que a ciência não é nem pode ser a solução para todos os problemas. O seu lugar é apenas, o de mero instrumento na realização humana ou se quisermos, o de simples auxiliar do Homem.
Apenas vazio...um grande e solitário vazio. Se há uma coisa que aprendi na vida, foi que as coisas que dão mais trabalho a conseguir, aquilo que é mais dífil de alcançar, porque se nos apresenta como intangível ou requer dor, sofrimento e tempo, são as coisas que valem mais a pena e aquilo porque vale a pena lutar. Sei que neste nosso mundo é díficil de conseguir explicar isto. Numa terra, onde cada um luta por mais um euro, um lugar mais acima na tabela do consumismo ostensivo e supérfulo, passando por cima de tudo e de todos para comprar porcarias que não precisam, nem verdadeiramente querem; neste lugar despido e privado de todos os valores superiores, em que se deveriam assentar as nossas vidas, um baile de máscaras onde impera a falsidade, a hipócrisia e o egocêntrismo (ou egoísmo), qualquer proposta de uma felicidade através da total entrega da nossa vida, deve parecer pouco apelativa. O caminho fácil é sempre o mais tentador, mas é para o fim desse caminho que devemos olhar! A grandeza de cada um, vê-se naquilo que de verdadeiramente importante alcançou. Ora as coisas que realmente interessam, não se compram, não se tiram - conseguem-se, e são extremamente difíceis de se conseguirem e depois de se conservarem, assim a felicidade e por exemplo, o amor.
Não me cabe agora entrar na questão, da falta de lógica e sustentabilidade da visão ateia do universo. A religião e a descoberta do caminho verdadeiro que a fé cristã (partindo dos ensinamentos de Cristo) transmite, é um processo individual e um encontro, que para ser autêntico, terá de ser iminentemente livre e pessoal. Não caiam é na ignorância de dizer que, nesta sociedade "modernaça" a Igreja já não faz sentido. Deus não morreu. Está é constantemente a ser esquecido. A Igreja impõe deveres, não por capricho ou prepotência, mas para indicar aos que procuram a verdadeira felicidade terrena e espiritual um caminho, que em última análise vão ter de ser eles a querer e desejar precorrer. É isso que a Igreja é: um susteto um alicerce, uma ajuda, um farol que nos ilumina os caminhos a precorrer. Lembra-nos constantemente do que devemos almejar, afastando de nós toda a poeira que nos cega, no meio desta confusão da actualidade. É por isto que a Igreja, e naturalmente a religião, não é um fardo mas sim um alívio; necessário para que possamos cumprir os designios da nossa vida, alcançando uma satisfação realmente saciadora, que nos engrandeça enquanto Homens.





